ELEIÇÕES 2018: Alckmin reafirma que vai zerar déficit em 2 anos

13/09/2018 15:04:21

Por: Priscilla Oliveira / Agência CMA

Alcmin

Governador de São Paulo Geraldo Alckmin (Foto: Governo de SP)

Brasília – O déficit fiscal será zerado em dois anos com um corte “brutal” dos gastos e a redução de incentivos fiscais, afirmou o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin em sabatina promovida pelos jornais “O Globo”, “Valor Econômico” e revista “Época”.

“Vou cortar gastos. O pessoal não tem ideia dos cortes que vou fazer. […] Vamos rever todos os incentivos. Vamos analisar todos. Mas nós temos que analisar primeiro o mérito e o custo benefício para a população brasileira, o valor dos incentivos e o preço disso. Vamos analisar no momento adequado”,  afirmou.

Alckmin defendeu ainda uma série de reformas para conseguir equilibrar as contas do País, em especial a da Previdência. Perguntado se usaria o apoio oferecido ontem pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para que a reforma
fosse aprovada ainda neste ano, Alckmin respondeu que esse tipo de reforma complexa é um projeto para ser aprovado nos primeiros seis meses de mandato. Ele também citou como importantes a reforma tributária e a reforma política.

Em relação às últimas ações da Polícia Federal que prendeu o ex-governador do Paraná e o atual do Mato Grosso do Sul Beto Richa e Reinaldo Azambuja, ambos filiados ao PSDB, o candidato declarou que não se “deve passar
a mão na cabeça de ninguém” e que caso culpados eles devem ser punidos independentemente de ser do mesmo partido.

“Nós não passamos a mão na cabeça de ninguém. O que vejo é que há necessidade de proteger as instituições. Queremos que se investigue, puna os culpados e absolva os inocentes. Pessoas citadas devem se explicar. É claro que foi uma grande surpresa. Vamos aguardar as investigações”, declarou.

Apesar de atualmente ser presidente do PSDB, Alckmin disse ainda não ter nenhum tipo de liderança sobre o partido. “Nunca tive liderança no partido, me dedicava à política de São Paulo”. Ele negou que o partido seja tolerante
demais mantendo o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo e o senador Aécio Neves (MG).

Alckmin ainda minimizou seu papel no apoio do partido ao atual governo de Michel Temer. Segundo o candidato, ele foi contra a entrada do PSDB no governo Temer. Ele fez duras críticas ao presidente. “Primeiro foi eleito sem voto.
Segundo, o governo Temer é muito ruim. Distante do povo. O PSDB não tem nada a ver com o governo”, afirmou.

Em relação do candidato pelo PSL, Jair Bolsonaro, Alckmin afirmou ser “contra os populismos de direita e de esquerda” e acusou o candidato de ser corporativista. “O que é o Bolsonaro? É corporativismo puro. Sete mandatos
defendendo uma carreira”.

Edição: Eliane Leite (e.leite@cma.com.br)

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