Economia saudita deve continuar perdendo força

Por Carolina Gama

São Paulo – A economia saudita deve continuar perdendo ímpeto na esteira da desaceleração vista no primeiro trimestre do ano ao passo que os preços do petróleo seguem mais baixos e a política fiscal do país se mantém restrita, de acordo com a consultoria Capital Economics.

Barris de petróleo. (Ian Burt/Flickr)

Em janeiro e março, o Produto Interno Bruto (PIB) saudita cresceu 1,7% em base anualizada, uma desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando a expansão foi de 3,6%.

Segundo o economista sênior para mercados emergentes da Capital Economics, Jason Tuvey, o crescimento mais fraco deveu-se inteiramente ao setor de petróleo.

“Isso foi resultado dos limites à produção de petróleo, que retiraram 2,1% do crescimento. Houve notícias positivas do resto da economia, mas o setor não petrolífero registra a expansão mais rápida desde meados de 2015”, afirma Tuvey.

E a previsão, segundo a consultoria, é de continuidade desse enfraquecimento. “A decisão desta semana da Opep e de seus aliados de estender os cortes de produção de petróleo até o final de março de 2020 significa que o arrasto do setor petrolífero se intensificará no restante de 2019, retirando mais 2% da expansão”, acrescentou Tuvey.

No início da semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e mais dez países aliados liderados pela Rússia concordaram em manter os cortes ao fornecimento de petróleo – de 1,2 milhão de barris por dia – por mais nove meses em uma tentativa de equilibrar a oferta e a demanda e sustentar os preços. Os sauditas são os responsáveis pela maior parte dos cerca de 800 mil barris por dia que a Opep precisa cortar.

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