Economia mundial deve desacelerar para 2,9% este ano

09/01/2019 14:40:48

Por: Carolina Pulice / Agência CMA

Foto: Tibor Fazakas / FreeImages.com

São Paulo – O crescimento da economia global deve desacelerar para 2,9% este ano, depois de uma expansão estimada em 3,0% para 2018, diante do enfraquecimento do comércio internacional e da atividade industrial e de pressões nos mercados financeiros de alguns países emergentes, segundo projeções feitas ontem pelo Banco Mundial.

Neste cenário, o crescimento das economias mais avançadas deve atingir 2% neste ano, depois de uma expansão esperada de 2,2% no ano passado. Já para os países emergentes e em desenvolvimento o crescimento deve ser mais fraco do que o esperado, porém estável em 4,2% em 2019.

“A desaceleração da demanda externa, o aumento dos custos dos empréstimos e as persistentes incertezas políticas pesam sobre as perspectivas para os mercados emergentes e economias em desenvolvimento”, diz o Banco Mundial na nota.

Por região, o Leste da Ásia e o Pacífico seguem como uma das áreas de crescimento mais acelerado, com expansão projetada em 6% este ano, depois dos 6,3% esperados para 2018. A China deve seguir seu processo de desaceleração, com crescimento de 6,0% em 2019, depois dos 6,3% estimados para 2018. Na Europa e Ásia Central a expectativa é de crescimento de 2,3%, menor do que o estimado no ano passado, de 3,1%. Na contramão, a expansão da América Latina e Caribe será de 1,7%, maior do que o 0,6% de 2018.

No Oriente Médio e Norte da África o crescimento previsto é de 1,9%, maior do que o 1,7% estimado para 2018. A região sul da Ásia terá uma expansão estimada em 7,1%, depois dos esperados 6,9% de 2018. Por fim, o crescimento da África Subsaariana será de 3,4%, acima do estimado em 2018, de 2,7%.

Para a presidente interina do Banco Mundial, Kristalina Georgieva, a economia global no começo de 2018 estava acelerada, mas perdeu velocidade durante o ano e esse ritmo pode ficar ainda mais lento no ano que segue.

“Com o cenário desafiador se intensificando em países emergentes e em desenvolvimento, o progresso do mundo em reduzir a pobreza pode ser prejudicada. Para manter o momento, os países precisam investir em pessoas, priorizar o crescimento inclusivo e construir sociedades resilientes”, afirmou.

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