Economia dos EUA crescerá em ritmo leve a modesto nos próximos meses

Por Carolina Gama

São Paulo – A atividade econômica norte-americana deve continuar crescendo em ritmo leve a moderado nos próximos meses, de acordo com o Livro Bege, relatório do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a situação econômica das 12 principais regiões do país.

Federal Reserve
Prédio do Federal Reserve em Washington (Federal Reserve/Divulgação)

O documento mostra que entre março e o início de abril, a economia cresceu em ritmo leve a moderado, enquanto os gastos dos consumidores apresentaram performance mista, implicando em vendas fracas tanto para os varejistas quanto para os revendedores de automóveis. Já o segmento de turismo tem perspectiva mais otimista.

Na indústria, as condições no período avaliado foram mais favoráveis, embora a incerteza ligada às questões comerciais ainda pese sobre o setor, de acordo com o Livro Bege. Do lado financeiro, a demanda de empréstimos foi mista, mas com crescimento constante.

Além disso, a maioria dos distritos norte-americanos relatou vendas firmes de imóveis entre março e o início de abril, embora algumas regiões do país tenham observado uma baixa demanda por preços mais altos.

MERCADO DE TRABALHO

O mercado de trabalho continuou ganhando força nos Estados Unidos em março e no início de abril, enquanto os preços subiram em ritmo modesto, ainda de acordo com o Livro Bege.

O documento mostra que houve ganho de emprego em vários setores, com destaque para os postos mais qualificados. Ainda assim, a maioria dos distritos ainda cita a dificuldade em obter trabalhadores com níveis mais elevados, especialmente na construção e na indústria.

“Os contatos também relataram algumas dificuldades em encontrar trabalhadores qualificados para cargos técnicos e profissionais. Muitos distritos relataram que as empresas ofereceram vantagens como bônus e pacotes de benefícios ampliados para atrair e reter trabalhadores”, diz o Livro Bege.

Sobre as remunerações, o mercado de trabalho aquecido elevou à pressões salariais, uma vez que a maioria dos distritos reportou um crescimento moderado dos pagamentos.

INFLAÇÃO

Junto com o pleno emprego, a estabilidade de preços faz parte do mandato
duplo do Fed. Entre março e o início de abril, o Livro Bege relata que tarifas, frete e aumento de salários foram os principais responsáveis pelo aumento de preços nos Estados Unidos.

“A capacidade das empresas de repassar custos para os consumidores foi mista. Reajustes nos custos dos materiais foram igualmente mistas, com vários distritos observando aumentos nos preços dos metais e reduções nos preços das madeiras”, diz o documento, destacando que o setor de construção foi especialmente afetado por esse movimento.

Com relação aos combustíveis, alguns distritos dos Estados Unidos observaram o aumento dos preços, com relatos mistos sobre a alta do petróleo e a baixa do gás natural.

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