Economia da Alemanha desacelera com demanda externa fraca, diz banco central

Sede do Banco Central da Alemanha, em Frankfurt, Foto: Divulgação/ Bundesbank

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – O crescimento da economia da Alemanha está desacelerando, após um período de expansão, devido ao enfraquecimento da indústria com a menor demanda externa, disse o Bundesbank, o banco central do país, em relatório mensal.

O banco espera que o Produto Interno Bruto (PIB) alemão cresça 0,6% este ano e 1,2% no ano que vem, acelerando para 1,3% em 2021. Em 2018, a economia cresceu 1,5%, após a alta de 2,2% tanto em 2017 quanto em 2016, de acordo com o escritório oficial de estatísticas do país.

“Após um período de boom, a economia da Alemanha está atualmente esfriando-se notavelmente. As forças domésticas continuam intactas, mas a tendência básica da economia está retraindo-se. Decisivo para isto é a desaceleração na indústria, sofrendo com as exportações lentas”, diz o relatório.

Segundo o Bundesbank, as exportações devem voltar a crescer gradualmente no segundo semestre deste ano, impulsionando a indústria alemã. O consumo privado e o investimento, por sua vez, devem ser sólidos no período de previsão, mas mais fracos do que neste ano, refletindo a desaceleração no crescimento do emprego por razões demográficas. Já a política fiscal deve ter efeito expansiva nos próximos anos.

Com relação à inflação, o banco central alemão prevê que o índice de preços ao consumidor harmonizado (HICP, na sigla em inglês), calculado em padrões internacionais da União Europeia (UE) para efeito de comparação com os índices de outros países do bloco, avance 1,4% em 2019, 1,5% em 2020 e 1,7% em 2021, depois da alta de 1,9% no ano passado.

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