Dólar fecha em queda na esperança de aprovação da reforma da Previdência

Por Flavya Pereira

São Paulo – O dólar comercial fechou em queda de 0,60% no mercado à vista, negociado a R$ 3,7858 para venda. A cotação seguiu a taxa Ptax – média das cotações do dólar apuradas pelo Banco Central (BC) – que ficou em R$ 3,7846 para compra e a taxa do fechamento para venda. Em sessão de baixa liquidez em razão de um feriado no estado de São Paulo, que fechou a bolsa de valores brasileira, os investidores presentes no mercado seguiram atentos aos avanços da reforma da Previdência.

Em tom otimista, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, declarou que a reforma deverá ser aprovada em primeiro turno nesta semana., enquanto o segundo turno da votação pode acontecer até sexta-feira.

“A gente sabe que não é uma votação simples, 308 votos é um número enorme de parlamentares. Ainda tem algumas conversas sendo feitas, a intenção é que possa ser feito um bom debate durante o dia e a partir do final do dia, no início da noite, tentar construir o processo de votação”, disse Maia a jornalistas. Apesar disso, a líder do PSL no Congresso, deputada Joice Hasselmann, espera pelo menos 340 votos no plenário. Além de ter conseguido o apoio de 20 deputados da oposição à proposta.

Lá fora, o dólar operou misto, com viés de leve alta frente as principais moedas pares, enquanto as moedas de países emergentes perdem para a moeda norte-americana com destaque para a queda de 1% do peso mexicano após a saída do ministro da Fazendo do México, Carlos Urzúa, renunciar ao cargo. A lira turca, por sua vez, cai ao redor de 1,8% ainda reagindo à demissão do presidente do banco central da Turquia.

Amanhã, com a volta do mercado local e de liquidez, o mercado deverá reagir aos desdobramentos da reforma da Previdência que avança no plenário na Câmara dos Deputados, com promessas de votação até o recesso parlamentar, a partir do dia 18. Na agenda de indicadores, os dados de inflação na China, nos Estados Unidos e aqui devem pesar no mercado.

Para o analista da Quantitas, Matheus Gallina, será um dia “bastante relevante”, principalmente, pelos dados norte-americanos que podem ajudar a definir os rumos da política monetária do país neste semestre. “Além da reforma da Previdência, com uma sinalização bem forte se haverá votação ou não nesta semana”, avalia.

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