Disputa comercial com EUA deve ser resolvida com diálogo, diz China

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – A China disse que a disputa comercial com os Estados Unidos deve ser resolvida com diálogo, após o governo norte-americano afirmar ontem que Pequim deturpou os acontecimentos que levaram ao atual impasse nas negociações comerciais.

“O lado chinês sempre acredita que as diferenças e fricções entre os dois lados no campo econômico e comercial terão que ser resolvidas através do diálogo e da consulta. No entanto, consultas são baseadas em princípios e precisam ser baseadas em respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo”, disse um porta-voz do ministério do Comércio da China, em comunicado.

“Espera-se que os Estados Unidos abandonem suas práticas erradas e trabalhem em sintonia com o lado chinês. No espírito de respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo, controlaremos as diferenças e fortaleceremos a cooperação para salvaguardar conjuntamente o desenvolvimento saudável e estável das relações econômicas e comerciais China-Estados Unidos”, segundo a nota.

A China também negou as acusações dos Estados Unidos de que voltou atrás em termos que já haviam sido acordados entre os dois lados. “É prática comum de negociações comerciais propor emendas e fazer ajustes no conteúdo do texto e expressões relacionadas”, disse o porta-voz, acrescentando que o governo norte-americano ajustou continuamente suas demandas nas últimas dez rodadas de negociações.

Ontem à noite, o Escritório de Representação Comercial e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos disseram em comunicado que o país se manteve firme em suas posições e que os chineses escolheram “buscar um jogo de culpas que deturpa a natureza e a história das negociações comerciais entre os dois países”, após Pequim divulgar no final de semana um documento acusando Washington de recuar das conversas.

A última rodada de negociações comerciais entre os dois lados terminou em meados de maio sem um acordo, e com os dois lados aplicando sobretaxas à produtos importados, além de restrições a empresas especificas. Os Estados Unidos sancionaram a chinesa Huawei, e a China planeja criar uma lista de empresas estrangeiras que o governo considera não confiáveis.

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