Desemprego recua pelo terceiro mês seguido e chega a 12% no tri até junho

Por Flávya Pereira

São Paulo – A taxa de desocupação da população brasileira foi estimada em 12,0% no trimestre encerrado em junho, ficando abaixo ante o trimestre anterior (12,7%), referente ao período entre janeiro e março deste ano, com recuo de 0,7 ponto percentual (pp), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o terceiro recuo seguido do indicador

O resultado ficou em linha com a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de 12,0%. Na comparação com o mesmo período anterior, referente ao trimestre móvel de março a maio do ano passado, quando estava em 12,4%, houve uma queda de 0,4 pp, segundo o IBGE.

Ao fim de junho deste ano, a população desocupada somava 12,8 milhões de pessoas, queda de 4,6% (menos 621 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior – de janeiro a março deste ano, porém, estável no confronto com igual trimestre do ano passado.

A população ocupada, por sua vez, somou 93,3 milhões de no segundo trimestre do ano, alta de 1,6% relação ao trimestre anterior (mais 1,479 milhões de pessoas) e alta de 2,6% frente a igual período de 2018 (mais 2,401 milhões de pessoas). Segundo o IBGE, a população fora da força de trabalho totalizou 64,8 milhões, recuos de 0,8% frente ao trimestre ao primeiro trimestre do ano, e de 1,0% em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Com isso, a taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,8%, estável em relação ao trimestre encerrado em março e frente ao mesmo período do ano passado. De acordo com o IBGE, a população subutilizada somou 28,4 milhões, mantendo-se próximo ao recorde histórico, estável em relação ao período imediatamente anterior, porém, teve alta de 3,4% (mais 923 mil pessoas) na comparação com o trimestre de abril a junho de 2018.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) foi de 33,2 milhões de pessoas, altas de 0,9% (mais 294 mil) e de 1,4% (mais 450 mil pessoas) na comparação com o trimestre até março e em relação ao mesmo período de 2018, respectivamente. Enquanto o número de trabalhadores sem carteira assinada somou 11,5 milhões de pessoas, altas de 3,4% ante o período entre janeiro e março deste ano, e de 5,2% ante o mesmo trimestre do ano passado.

Já o total de trabalhadores por conta própria totalizou 24,1 milhões, renovando o recorde na série histórica, com altas de 1,6% (mais 391 mil pessoas) e de 5,0% (mais 1,156 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2018.

Em relação à renda, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.290 no período entre abril e junho deste ano, queda de 1,3% frente ao trimestre anterior, mas estável na comparação com o mesmo período do ano passado. Por sua vez, a massa de rendimento médio real habitual dos ocupados nos últimos três meses até o mês passado foi estimada em R$ 208,45 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior, porém, cresceu 2,4% ante abril a junho do ano passado.

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