Brasil enfrenta desafios em aproximação com EUA, diz Eurasia

POR: GUSTAVO NICOLETTA / AGÊNCIA CMA ([email protected])

São Paulo – A viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos – e seu encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, que deve acontecer amanhã – é uma tentativa do governo de preparar o terreno para um acordo de livre-comércio e de diminuir a resistência da Casa Branca ao ingresso do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O principal desafio, porém, é fazer isso sem minar os laços brasileiros com a China, afirmou a consultoria Eurasia.

Segundo a Eurasia, Bolsonaro é um presidente “profundamente desconfiado” dos investimentos da China e fez várias declarações contra o país ao longo da campanha eleitoral. “O ‘DNA político’ dele é virulentamente anticomunista, e isso resultou em suspeitas em torno da relação com os chineses”, disse a consultoria.

A China, porém, é uma grande fonte de investimentos estrangeiros diretos nos setores de infraestrutura e energia do Brasil e por isso a ala mais moderada do governo tem ressaltado a necessidade de se evitar discursos inflamados
contra o pais asiático.

“Mas as chances de o presidente retomar a retórica de campanha em algum momento do governo não são pequenas. Isso é particularmente relevante dado que um dos objetivos da Casa Branca pode ser o de reduzir a influência da China na região. Se Bolsonaro for receptivo a qualquer um dos pedidos, como o de rejeitar a tecnologia 5G da Huawei, a relação bilateral entre Brasil e China pode sofrer”, acrescentou a Eurasia.

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