Demissão de Levy foi covardia sem precedentes, diz Maia

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – A demissão do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, neste fim de semana foi uma “covardia sem precedentes” da parte do ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi quem o colocou no cargo, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Quem tem que segurar firme é quem nomeou”, disse ele sobre o caso.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, coordena reunião de líderes partidários. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy pediu demissão da presidência do BNDES após ser criticado em público pelo presidente Jair Bolsonaro no sábado.

“Solicitei ao ministro da Economia Paulo Guedes meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda. Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas”, disse Levy, em nota. “Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES”, acrescentou.

No sábado, Bolsonaro indicou em entrevista a jornalistas que não gostou da decisão de Levy de nomear Marcos Pinto para uma das diretorias do BNDES. Pinto ocupou a chefia do gabinete da presidência do banco durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu já estou por aqui do Levy. Demita esse cara na segunda-feira ou eu demito você sem passar pelo Paulo Guedes”, disse Bolsonaro, em referência a uma ordem dada por ele ao então presidente do BNDES para demitir Marcos Pinto.

“O governo tem que ser assim. Quando bota gente suspeita em cargos
importantes – e essa pessoa, como o Levy já vem há algum tempo, não sendo leal àquilo que foi combinado e àquilo que ele conhece a meu respeito. Ele está com a cabeça a prêmio faz algum tempo”, acrescentou Bolsonaro.

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