DBRS afirma nota de crédito da Argentina em B com perspectiva estável

Por Carolina Gama

São Paulo – A agência de classificação de risco DBRS afirmou a nota de crédito da Argentina em ‘B’, com perspectiva estável, citando os progressos na redução de desequilíbrios macroeconômicos, embora ressalte que que inflação permanece elevada e a economia segue em recessão em um cenário de eleições presidenciais, marcadas para outubro.

Foto: Jorge Girao / FreeImages.com

De acordo com a DBRS, a combinação de aumento de impostos, redução de subsídios do governo e outros esforços para conter os gastos públicos devem produzir um ajuste cumulativo do déficit primário, que deve sair de 4,6% em 2016 para zero este ano. Além disso, a agência cita o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que deve eliminar a necessidade de novos financiamentos em 2019.

“A perspectiva política, no entanto, permanece altamente incerta, uma vez que as medidas de austeridade aprofundaram a desaceleração econômica no momento em que a campanha eleitoral está prestes a começar, o que pesa na popularidade do presidente Mauricio Macri e pode aumentar o risco de reversões de políticas pelo próximo governo”, diz a DBRS em relatório.

A perspectiva estável do rating, segundo a agência, reflete a percepção de que, embora diante desse cenário mais difícil, os riscos ao país permanecem equilibrados.

“A continuidade política parece provável se Macri for reeleito ou se um novo governo aderir amplamente a elementos fundamentais do atual programa do FMI, mesmo com algum intervencionismo crescente. Por outro lado, uma administração que reintroduza subsídios, controles de preços e impostos provavelmente prejudicaria a disciplina de política fiscal e monetária”, acrescenta a DBRS.

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