CSN venderá mais ativos em breve, diz presidente

15/05/2018 15:23:03

Por: Danielle Fonseca / Agência CMA

Foto: Banco de imagens da CSN

São Paulo – Após anunciar a venda de sua participação na LLC, localizada nos Estados Unidos, à Steel Dynamics por US$ 400 milhões, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) afirmou que irá vender outros ativos no curto prazo com o objetivo de reduzir a sua alavancagem já no primeiro semestre.

Segundo o presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, o objetivo é desalavancar a companhia em R$ 2 bilhões até junho e mais R$ 2 bilhões até o final do ano, chegando a uma relação dívida líquida/ebitda de cerca de 3 vezes. A siderúrgica já havia afirmado que espera que a venda da LLC reflita em R$ 1,8 bilhão de redução do endividamento. Ao final do primeiro trimestre, a alavancagem da CSN estava em 5,45 vezes.

“Queremos ter mudança significativa de relação dívida ebitda. Vamos de forma determinada buscar alternativas imediatas que permitam a redução de alavancagem até o final do primeiro semestre”, disse Steinbruch em teleconferência com analistas.

Entre os ativos que podem ser vendidos, o executivo reiterou que estão a participação na Usiminas, o terminal de contêineres da siderúrgica no Rio de Janeiro (Tecon), a siderúrgica que possui em Portugal (Lusosider) e as minas de minério de ferro de Fernandinho, Cayman e Pedras Pretas. Segundo Steinbruch, há expectativa de que as ações da Usiminas possam se valorizar mais para então serem vendidas. Já no caso do ativo de Portugal, disse que a unidade é lucrativa e que acredita que podem ter siderúrgicas norte-americanas interessadas.

A siderúrgica ainda acredita que a aceleração do ritmo de vendas de ativos que prevê irá permitir com que alongue o perfil da sua dívida. Após já ter anunciado em janeiro um acordo com o Banco do Brasil sobre sua dívida, a CSN prevê fechar um acordo com a Caixa Econômica até o final do segundo trimestre deste ano. Além disso, buscará refinanciar outras dívidas que possui com vencimento em 2019 e 2020.

Ainda sobre a venda da LLC nos Estados Unidos, a companhia reiterou que ela trará grande liquidez, mas que não pretende sair do país, onde vê oportunidades. A previsão é continuar com uma subsidiária no mercado norte-americano para manter atividades de importação e distribuição, além de exportar produtos de maior valor agregado do Brasil para os Estados Unidos por meio das cotas que foram impostas pelo país.

“Não podemos abrir mão de um mercado tão forte como os Estados Unidos, temos uma clientela forte lá. Trabalhamos em alguns nichos e temos clientes que vão continuar comprando por meio das cotas. Estamos trabalhando na questão das cotas e acreditamos em desfecho positivo”, explicou vice-presidente comercial da CSN, Luiz Fernando Martinez.

Os Estados Unidos impôs barreiras à importação de aço de diversos países recentemente, sendo que no caso do Brasil ficou definido que o comércio se dará por meio de cotas, que serão divididas entre as empresas brasileiras.

Edição: Eduardo Puccioni (e.puccioni@cma.com.br)

 

Deixar um comentário