Crescimento zona do euro desacelera ajuste de inflação, diz Guindos, do BCE

Vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos. Foto; BMF/Wilke

São Paulo – O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou que o momento de crescimento fraco vai levar a Europa às pressões nos preços, desacelerando o ajuste da inflação.

“A inflação subjacente continua sendo atenuada e nossas projeções mostram um caminho mais lento da inflação global, que é projetada para chegar a 1,6% no fim de 2021. A acomodação da política monetária, portanto, permanece essencial”, afirmou em discurso.

O vice-representante da instituição disse ainda que as condições de empréstimos bancários permanecem “muito favoráveis”, mas que uma projeção mais fraca poderia afetar os termos e condições sob os quais os bancos estendem o crédito para negócios e residências.

“Por isso foi essencial preservar as condições de empréstimos dos bancos fazendo com que se tivesse certeza que as necessidades de refinanciamento dos bancos decorrentes da maturidade de títulos bancários e de operações direcionadas de refinanciamento de longo prazo (TLTROs, na sigla em inglês) não prejudicariam a transmissão da política monetária”.

No início do mês, o BCE anunciou a criação das TLTROs 3, com o objetivo de incentivar os bancos a fornecer crédito a empresas e clientes. “As medidas tomadas em março mostram nossa determinação em providenciar a acomodação necessária para apoiar a expansão econômica e garantir que a inflação se mantenha em um caminho sustentável em direção ao nosso objetivo de inflação”, completou.

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