Crédito do BB será mais forte em PF e agronegócio no 2S18

09/08/2018 17:30:23

Por: Camila de Lira / Agência CMA

São Paulo – A carteira de crédito do Banco do Brasil vai crescer nos segmentos de pessoa física e do setor de agronegócio no segundo semestre deste ano, projetou o diretor-presidente da instituição,
Paulo Caffarelli. “Apesar de toda a volatilidade do mercado, teremos segundo semestre mais forte do que foi o primeiro. Aumentaremos o crédito com mais desembolsos em todos os segmentos”, disse o executivo.

Caffarelli indica que a carteira de pessoa física, que cresceu 4,1% no segundo trimestre de 2018 em comparação com 2017, deverá seguir em alta, bem como a carteira de agronegócio – que subiu 0,2% no segundo trimestre. “Esperamos também melhorar a participação nas empresas. A retomada no consumo no segundo semestre vai puxar a demanda maior por crédito”, comentou Caffarelli.

Mesmo com a contração anual de 1,5% da carteira de crédito no final do primeiro semestre em comparação com 2017, o Banco do Brasil manteve o guidance de crescimento entre 1% e 4% da carteira de crédito ampliada para 2018. Caffarelli projeta crescimento para o portfólio até o final deste ano. “O volume de desembolso de pessoa física e pessoa jurídica já mostra alta significativa”, comentou o executivo.

No primeiro semestre, houve alta de 90,5% nas novas contratações de crédito imobiliário, a R$ 4,4 bilhões, enquanto a carteira total de crédito imobiliário subiu 8,8%; já a carteira de crédito consignado subiu 7,4% com alta de 24% nas novas contratações. A tendência se seguiu em agosto, de acordo com Caffarelli, com alta nas novas contratações também de crédito para pessoas jurídicas.

Para o guidance do Banco do Brasil ser atingido no final de 2018, aponta o diretor executivo, basta o crédito de empresas voltar a crescer, o que já é visto – mesmo com o processo eleitoral. Na projeção do Banco do Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai crescer em 1,7%, o que, segundo Caffarelli, já consegue empurrar a alta da carteira de crédito por si só. “Mesmo que seja um crescimento de 1,4% ou 1,5%, já é um crescimento. Perto de anos de retração da economia, isso já significa algo”, disse o executivo.

Edição: Eduardo Puccioni (e.puccioni@cma.com.br)

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