Coreia do Norte coloca em dúvida reunião com Trump em junho

16/05/2018 11:25:57

Por: Cristiana Euclydes / Agência CMA

Representantes da Coréia do Norte na área residencial da Vila Olímpica dos Jogos Rio 2016 (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

São Paulo – A Coreia do Norte colocou em dúvida uma reunião entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para o dia 12 de junho, citando que pode reconsiderá-la caso Washington continue pressionando para que Pyongyang desista unilateralmente de suas armas nucleares.

“Se a administração Trump estiver genuinamente comprometida em melhorar as relações bilaterais, receberemos uma resposta razoável se chegarmos à reunião, mas se tentarem nos colocar contra a parede e forçar o abandono nuclear unilateral, não estaremos mais interessados em tal diálogo. Teremos que reconsiderar se vamos realizar a reunião”, diz nota publicada pela agência oficial de notícias de Pyongyang, KCNA, e atribuída a Kim Kye-gwan, vice-ministro de Relações Exteriores.

O vice-ministro disse também que o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e outras autoridades norte-americanas estão insistindo em um processo de desnuclearização no estilo do adotado na Líbia, com abandono de armas primeiro e compensações depois, além da completa entrega de armas biológicas e químicas.

Para o vice-ministro, “esta não é uma tentativa de resolver o problema através do diálogo”, mas sim de “forçar o destino da Líbia e do Iraque, que entraram em colapso, ao nosso Estado”. Ele disse ainda duvidar que os Estados Unidos realmente queiram um diálogo e negociações sólidas para melhorar as relações bilaterais.

De acordo com a KCNA, em nota publicada separadamente, a Coreia do Norte também cancelou uma reunião que estava agendada para hoje com autoridades da Coreia do Sul, devido aos exercícios militares que o país realiza na região em parceria com os Estados Unidos.

“Os Estados Unidos terão que pensar duas vezes sobre o destino da reunião com a Coreia do Norte, agora no topo da agenda, antes de uma ação militar provocativa contra a Coreia do Norte em aliança com as autoridades sul-coreanas”, diz a nota. “Vamos observar de perto o comportamento dos Estados Unidos e das autoridades sul-coreanas”.

Edição: Pâmela Reis (pamela.reis@cma.com.br)

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