Copom ainda vê efeitos de choques econômicos de 2018

São Paulo – Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom), comandados agora pelo novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ponderaram que a economia brasileira sofreu diversos choques ao longo de 2018. Entre eles, estão a paralisação no setor de transportes de cargas e a piora do ambiente externo para economias emergentes.

Para o Comitê, esses fatores produziram impactos sobre a economia e aperto relevante das condições financeiras, cujos efeitos sobre a atividade econômica persistem mesmo após cessados seus impactos diretos. “Os membros do Copom avaliam que esses choques devem ter reduzido sensivelmente o crescimento que a economia brasileira teria vivenciado na sua ausência”.

Segundo o Copom, o ritmo da atividade no quarto trimestre de 2018 ficou aquém do esperado, impactando as projeções para o crescimento econômico em 2019 – ou seja, refletindo o chamado “carregamento estatístico”. Para o Copom, parte da piora nas revisões para a economia neste ano também reflete indicadores preliminares dos primeiros meses

Ainda assim, tal dinâmica é consistente com o cenário de recuperação da economia brasileira em ritmo gradual. Os membros do Comitê ressaltam que uma aceleração do ritmo de retomada da economia para patamares mais robustos dependerá da diminuição das incertezas em relação à aprovação e implementação das reformas.

Em relação à conjuntura internacional, o Copom avalia que o cenário segue desafiador, sendo que os riscos associados a uma desaceleração da economia global se intensificaram. Ainda assim, o Comitê destaca a capacidade da economia brasileira de absorver revés no cenário internacional.

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