Confiança do consumidor cai pela quarta vez seguida

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Foto: NelsonNY/FreeImages.com

Por: Olívia Bulla

São Paulo – O Indice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu pela quarta vez seguida em maio, em 2,9 pontos em relação a abril, a 86,6 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador seguiu no menor nível desde outubro de 2018 (85,4 pontos), acumulando queda de 10 pontos nos últimos quatro meses.

A abertura do dado mostra que a queda mensal refletiu a piora tanto da avaliação sobre a situação presente quanto em relação às expectativas para os próximos meses. Na passagem de abril para maio, o Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 3,7 pontos, a 73,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu pelo quarto mês consecutivo, em -2,2 pontos, a 96,5 pontos, também no menor nível desde outubro do ano passado.

Para a coordenadora da sondagem da FGV, Viviane Bittencourt, o destaque da queda apurada em maio é que, ao contrário do verificado entre fevereiro e abril – quando a confiança diminuiu diante da frustração de expectativas – o resultado deste mês mostrou um aumento expressivo da insatisfação dos consumidores com a situação atual.

“Uma alteração deste quadro parece estar condicionada à redução dos elevados níveis de incerteza política e econômica observados hoje no país”, pondera. A abertura do ICC mostra que, no âmbito do ISA, os indicadores que medem o grau de satisfação dos consumidores com a economia e com as finanças familiares caíram.

No primeiro caso, o subíndice do ISA ficou no menor nível desde outubro, enquanto o segundo subíndice atingiu patamar “extremamente baixo” em termos históricos, destaca a FGV. Já no IE, o indicador que mede o otimismo relacionado à evolução da economia foi o que mais contribuiu para a queda. Além disso, o subíndice sobre o otimismo com a situação financeira atingiu o menor nível desde julho de 2018.

Na análise por faixas de renda, houve queda da confiança em todas. Destaque para os recuos nos dois extremos, nas famílias com ganho mensal de até R$ 2,1 mil (-6,2%) e nas com rendimentos acima de R$ 9,6 mil ao mês (-6,9%). Enquanto a faixa menos abastada foi influenciada pela redução da satisfação com o momento atual, a mais elevada refletiu uma piora das expectativas.

A edição de maio coletou informações de 1.880 domicílios entre os dias 1 e 20 deste mês. A próxima divulgação da sondagem do consumidor será em 25 de junho.

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