Companhias aéreas pedem a regulares solução para retorno do 737 MAX

Por Carolina Gama

São Paulo – As companhias aéreas pediram aos reguladores que coordenem medidas necessárias para colocar em funcionamento o modelo 737 MAX em um momento no qual da Boeing lida com novas falhas que impedem a aeronave de voltar a operar.

Escritório da Boeing. Foto: Divulgação

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) – órgão que representa cerca de 290 companhias aéreas e mais de 80% do tráfego global – disse que os requisitos técnicos e os prazos para a retomada segura dos voos com o 737 MAX devem ser alinhados.

“A aviação não pode funcionar eficientemente sem esse esforço coordenado, e restaurar a confiança do público exige isso”, disse o diretor geral da Iata, Alexandre de Juniac.

Os voos com o 737 MAX, da Boeing, foram suspensos em todo o mundo em março, após dois acidentes em cinco meses, o que levou a fabricante norte americana a redesenhar parte de um sistema de software automatizado suspeito de desempenhar um papel crucial nos acidentes que também envolviam dados de sensores defeituosos.

“As tragédias do Boeing 737 MAX pesam fortemente em uma indústria que considera a segurança sua prioridade. Confiamos na FAA, em sua função de regulador de certificação, para garantir o retorno seguro ao serviço da aeronave. E respeitamos o dever dos reguladores em todo o mundo de tomar decisões independentes sobre as recomendações da FAA”, acrescentou Juniac.

Ontem, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) identificou um novo problema no software das aeronaves fabricadas pela Boeing, levando companhias aéreas como a Southwest Airlines a prorrogar o cancelamento de voos com o modelo.

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