Comissão quer ouvir Santos Cruz sobre gastos do governo

O Ministro-Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Santos Cruz, participa de audiência pública na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor, no Senado.(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por Agência Câmara

Brasília – A Comissão Mista de Orçamento (CMO) convidará o general Santos Cruz para esclarecer declarações dele sobre os gastos do governo Bolsonaro. A data não foi marcada, e o ex-ministro da Secretaria de Governo não é obrigado a comparecer.

“Nesses seis meses de governo, o que vi de dinheiro desperdiçado e dinheiro jogado no ralo é impressionante”, declarou Santos Cruz, já demitido do cargo, no 14o Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), no final do mês passado.

O requerimento, aprovado pela CMO nesta quarta-feira (14) após acordo entre líderes partidários, foi apresentado por seis deputados do PT. O deputado Felipe Francischini (PSL-PR) criticou a iniciativa. “A gente ter de deliberar sobre a vinda de ex-ministro, porque deu uma ‘entrevistinha’, na minha visão foge do papel de oposição consciente”, afirmou.

O deputado Bohn Gass (PT-RS), por sua vez, reforçou o pedido de convite.

“Se um governante diz que foi jogado dinheiro no ralo, daí a preocupação com o dinheiro público tem de ser da oposição ou deveria ser, primeiro, também da situação?”, questionou.

Já Felipe Francischini criticou a aprovação do requerimento “Quando se fala em dinheiro, se fala de Orçamento”, declarou o senador Angelo Coronel (PSD-BA). “Se foi jogado no ralo, cabe a vinda do ex-ministro, para que ele abra a caixa-preta do governo do qual fez parte – e dos outros também.”

RECEITA FEDERAL

Foi aprovada ainda a realização de debate, também sem data definida, sobre o fechamento de superintendências regionais da Receita Federal. O deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA), autor do requerimento, vê prejuízos para os contribuintes.

Nesta semana, jornais veicularam que a equipe econômica estuda modificações na Receita, para criar autarquia semelhante a agências reguladoras. Atividades de arrecadação e fiscalização seriam separadas da regulação e do planejamento.

RODOVIA NA BAHIA

A CMO também retirou trecho da rodovia BR-116 na Bahia da lista de obras e serviços com indícios de irregularidades graves. O Tribunal de Contas da União (TCU) revisou a posição sobre o caso, depois de bloquear o andamento da obra.

Vários parlamentares criticaram a frequência com que obras são interrompidas, com o risco de perda dos investimentos e da eventual deterioração dos trechos já construídos, e também a demora na decisão final dos órgãos de controle.

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