China pode precisar de mais estímulo se tensões comerciais aumentarem

Por Carolina Gama

São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que as medidas já anunciadas pela China devem ser suficientes para lidar com o impacto sobre a economia derivado da disputa comercial com os Estados Unidos, mas estímulos adicionais poderiam ser justificados em caso de aumento das tensões.

“Se as tensões comerciais aumentarem ainda mais, colocando em risco a estabilidade econômica e financeira, estímulos adicionais, principalmente fiscais, seriam necessários e deveriam ser direcionados”, diz o FMI.

No relatório sobre as condições econômicas do país, conhecido como artigo IV, o Fundo pede mais flexibilidade para a taxa de câmbio e transparência política, com alguns membros do órgão multilateral também pedindo a divulgação de intervenções cambiais.

Na semana passada, o Banco do Povo da China (Pboc, o banco central do país) desvalorizou a moeda chinesa para além de 7 iuanes por dólar, permitindo o menor nível do iuane ante o dólar em mais de uma década, e citando como motivo o aumento das tensões comerciais. A medida fez os Estados Unidos classificarem a China como manipulador de moeda.

Com relação ao crescimento econômico, o FMI reconhece que a economia chinesa está enfrentando ventos contrários externos e um ambiente incerto. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou para 6,6% em 2018, impulsionado pelas reformas regulatórias financeiras necessárias e pela suavização demanda externa.

Em 2019, a expansão deve se moderar para 6,2%, já que o estímulo político planejado contrabalança parcialmente o impacto negativo do aumento de tarifas norte-americanas.

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