China espera chegar a acordo com EUA sobre comércio

Por Cristiana Euclydes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. Foto: Divulgação/ Casa Branca

São Paulo – A China disse que espera manter as negociações e encontrar uma solução comum com os Estados Unidos para encerrar a disputa comercial entre os dois países, amenizando o tom mais duro adotado mais cedo, quando ameaçou adotar medidas de retaliação às novas tarifas norte-americanas anunciadas recentemente.

“Esperamos que os Estados Unidos possam trabalhar em conjunto com a China para implementar o consenso alcançado em Osaka entre os dois presidentes, e para elaborar uma solução mutuamente aceitável através de diálogo imparcial e consultas com respeito mútuo”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hua Chunying, em coletiva de imprensa.

Ainda segundo ele, “os presidentes da China e dos Estados Unidos mantém contato uns com os outros por meio de reuniões, telefonemas e cartas”. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu em uma mensagem no Twitter uma nova reunião presencial com o presidente da China, Xi Jinping.

Mais cedo, a Comissão de Tarifa Aduaneira do Conselho de Estado chinês disse, em comunicado, que a China “terá que adotar as contramedidas necessárias”, após os Estados Unidos anunciarem a aplicação da taxa de 10% a US$ 300 bilhões em produtos da China, cobrindo essencialmente todas as importações chinesas.

Segundo a comissão, as novas tarifas violam a trégua tarifária acordada entre Trump e Xi, em uma reunião em Osaka, no Japão, no final de junho. Esta semana, o governo de Trump adiou a aplicação das taxas de 1 de setembro para 15 de dezembro, e reduziu a lista de produtos sujeitos à tarifa. Já estão em vigor taxas de 25% a US$ 250 bilhões em bens chineses.

Na coletiva, o porta-voz comentou ainda sobre as afirmações de Trump de ontem, de que a China quer fazer um acordo comercial, mas precisa primeiro lidar de forma humana com os protestos em Hong Kong, que já duram mais de dois meses. “Assuntos de Hong Kong são assuntos inteiramente internos”, disse Hua.

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