China diz que negociações não continuarão até EUA lidarem com ações erradas

Foto: futureatlas.com/Flickr

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – A China não vai continuar as negociações comerciais com os Estados Unidos até que o país lide com “práticas erradas”, disse o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, em coletiva de imprensa regular.

“Recentemente, o lado dos Estados unidos intensificou unilateralmente os atritos comerciais e várias ações continuaram, resultando em sérios reveses nas consultas econômicas e comerciais sino-americanas”, disse o porta-voz.

“A posição da China nas negociações sempre foi clara. Se os Estados Unidos quiserem continuar conversando, devem mostrar sinceridade e corrigir práticas erradas”, afirmou. “A consulta só é possível com base no tratamento igual e no respeito mútuo”, disse ele, acrescentando que a China nunca cederá à questões de princípios.

Segundo o porta-voz, a escalada significativa das fricções econômicas e comerciais pelos Estados Unidos não só prejudica seriamente os interesses de empresas e consumidores chineses e norte-americanos, mas também têm um impacto negativo na economia global.

Ainda segundo Gao, pessoas com segundas intenções nos Estados Unidos vêm divulgando que a China está pondo em risco a segurança do país e ameaçando empresas norte-americanas, o que não é verdade, uma vez que a China tem otimizado seu ambiente de negócios e ampliado seu mercado para empresas estrangeiras, inclusive as norte-americanas.

Os Estados Unidos começaram a sobretaxar parte das importações vindas da China no ano passado. Os chineses reagiram à medida aplicando tarifas mais altas para produtos norte-americanos. De lá para cá, os dois países vem negociando para tentar eliminar as sobretaxas.

Porém, a rodada mais recente de negociações, até o dia 10 de maio em Washington, terminou sem acordo, e com os Estados Unidos aplicando tarifas de 25% a US$ 250 bilhões em bens importados chineses. Em retaliação, a China anunciou tarifas de até 25% sobre US$ 60 bilhões em produtos norte-americanos a partir de primeiro de junho.

Além disso, os Estados Unidos colocaram a empresa chinesa Huawei em uma lista negra, impedindo-a de negociar com companhias norte-americanas.

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