Cautela aumenta e UBS reduz preço-alvo de ações de bancos

25/06/2018 15:37:49

Por: Camila de Lira / Agência CMA

São Paulo – A diminuição nas expectativas de crescimento de Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro impactará diretamente o ciclo de crédito, que pode não se recuperar ainda este ano, levando o UBS a aumentar a cautela com o setor financeiro do país como um todo. A casa diminuiu o preço-alvo das ações das principais instituições financeiras, mas manteve a recomendação em compra.

O banco UBS reduziu o preço-alvo da ação do Itaú Unibanco (ITUB4) em 16,9%, de R$ 53 para R$ 44 – preço que ainda é 12,8% maior do que o valor mais recente de fechamento do papel. Para o analista do UBS, Philip Finch, o banco é a melhor opção do setor.

Já no Bradesco (BBDC4) a redução do preço-alvo foi de R$ 35 para R$ 28,7 – ainda 8,9% maior do que o valor de fechamento da ação do banco ontem. A preocupação maior de Finch é a vulnerabilidade do Bradesco com possíveis perdas na área de Tesouraria após a alta nos yields dos títulos de 10 anos do governo brasileiro.

O Banco do Brasil é visto como “no olho do furacão”, o UBS vê a instituição fechando 8% de suas agências este ano, mas indicação de que o banco terá mais trabalho para manter a rentabilidade enquanto junta capital principal com o crédito crescendo de maneira lenta. O UBS revisou a nota do banco (BBAS3) de R$ 50 para R$ 41,6, valor ainda 59% acima do preço de fechamento de ontem.

O UBS cortou o preço-alvo do Santander Brasil (SANB11) de R$ 29 por ação para R$ 24 por ação – 19% menor do que o valor de fechamento, questionando o quanto é sustentável o banco continuar crescendo seus níveis de crédito numa economia ainda enfraquecida. “O Santander pode ser um dos mais vulneráveis de uma deterioração maior da perspectiva de crescimento do PIB”, comentou Finch.

Edição: Eduardo Puccioni (e.puccioni@cma.com.br)

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