Candidatos à Comissão Europeia comemoram adesão recorde a eleições

Foto: Etienne Ansotte/Serviço Audiovisual da Comissão Europeia

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – Os candidatos à presidência da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, celebraram o recorde de participação das eleições realizadas entre os dias 23 e 26 de maio ao Parlamento Europeu, e comentaram os resultados preliminares do pleito.

Segundo o Parlamento Europeu, cerca de 51% dos eleitores participaram da votação, na maior participação popular em mais de 20 anos. Os resultados preliminares apontaram que partidos pró-europeus obtiveram a maioria dos votos, mas perderam assentos no Parlamento de 751 lugares.

O Partido Popular Europeu (PPE) foi o mais votado, com 180 assentos, e a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) ficou em segundo lugar, com 146 assentos. A terceira coalizão mais votada foi a Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE), com 109 lugares, seguida pelos Verdes, com 69 assentos.

“O mais importante resultado das eleições é que a democracia europeia está viva”, disse Manfred Weber, o candidato à presidência da Comissão Europeia pelo grupo de centro-direita, PPE. “Estamos enfrentando uma diminuição dos centristas no Parlamento Europeu”, afirmou. Segundo ele, para o PPE, “o sentimento de hoje não é de vitória porque estamos perdendo assentos”.

Da mesma forma, o candidato pelo S&D, Frans Timmermans, agradeceu a participação dos eleitores, e ressaltou que sua família política perdeu assentos. “Mas estou otimista”, disse. “As pessoas querem que tenhamos certeza que trabalharemos juntos com colegas europeus para resolver os problemas que não podemos mais resolver em nível nacional”. Ele se colocou à disposição para formar alianças com outros partidos progressistas.

A candidata liberal, pela Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa
(ALDE), Margrethe Vestager, também celebrou a participação recorde dos eleitores. “Isso é um sinal de mudança, e vemos como o Parlamento mudou a sua composição”, afirmou. “Novas coligação podem ser formadas para aqueles que querem mudanças”.

CANDIDATOS PRINCIPAIS

Desde as eleições europeias de 2014, além de votar nos membros do Parlamento Europeu, os eleitores passaram a ter voz sobre quem será o próximo presidente da Comissão Europeia. Isso porque, antes das eleições, cada partido passou a definir quem será o seu “spitzenkandidat”, o líder da chapa. Os líderes escolhidos participaram de debates para discutirem suas prioridades e programas.

Com base nos resultados das eleições europeias, um “spitzenkandidat” será eleito presidente da Comissão Europeia pelo Parlamento Europeu, após ser formalmente proposto por chefes de Estado e de governo da UE, que também levarão em conta o resultado das eleições europeias. O processo levou à nomeação do atual presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker. Antes de 2014, o presidente da Comissão era nomeado pelos líderes da UE.

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