Bullard, do Fed, justifica com inflação voto a favor de corte de juros

Por Carolina Pulice

Prédio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em Washington. Foto: Divulgação/ Federal Reserve

São Paulo – O presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Saint Louis, James Bullard, disse que levou em consideração a medida de inflação e o crescimento dos Estados Unidos como motivos para ter votado contra a manutenção da taxa de juros, anunciada após reunião de política monetária do Fed na terça-feira.

“Na minha visão, abaixar o alvo em 25 pontos base para a faixa de 2%, 2,25% teria sido o mais apropriado para o curso da ação”, disse.

Como era esperado, na terça-feira o Fed manteve inalterada a taxa de juros na faixa entre 2,25% e 2,50%, em uma decisão que não foi unânime entre os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Bullard, foi o único a defender o corte dos juros.

De acordo com ele, as medidas de inflação usadas pelo Fed “caíram drasticamente” desde o fim do ano passado, junto com medidas baseadas no mercado sobre as expectativas da inflação, que também “estiveram abaixo do alvo do comitê”. “As forças que estão mantendo a inflação abaixo do alvo não parece ser transitória. Enquanto a taxa de desemprego é baixa para os padrões históricos, há pouca evidência que um baixo desemprego é um risco para a inflação no atual ambiente”, disse.

Bullard também apontou a projeção de desaceleração do crescimento econômico como outro motivo para sua decisão. “Além disso, incertezas sobre esta perspectiva aumentaram recentemente”, completou. “Desta forma, diminuir o alvo da taxa de juros neste momento daria garantia contra as quedas na inflação e sobre a desaceleração da economia”, disse.

“Mesmo que uma desaceleração não se materializasse, um corte na taxa de juros ajudaria a promover um retonro mais rápido da inclação e das expectativas da inflação para o alvo”, completou.

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