BRICS discutirá governança global em setembro

21/08/2017 11:51:00

Por: Da Xinhua

Pequim, 21 – A nona cúpula do BRICS terá lugar em setembro na cidade de Xiamen da China, quando o papel do grupo na governança global, a recuperação instável da economia mundial e retrocessos na globalização serão assuntos de maior preocupação.

“BRICS: parceria mais forte para um futuro mais brilhante” reunirá os líderes do Brasil, Rússia, índia, China e áfrica do Sul em Xiamen, uma cidade costeira na Província de Fujian, no sudeste da China, de 3 a 5 de setembro.

Os “países de tijolos de ouro” — tradução chinesa do BRICS — representam os mercados emergentes e a voz dos países em desenvolvimento do mundo.

O crescimento econômico forte significa que o BRICS é atualmente protagonista importante na economia mundial e na governança mundial. Juntos, os cinco responderam por 23% da economia mundial em 2016, quase o dobro de sua fatia em 2006, sendo a fonte de mais da metade do crescimento mundial nos últimos dez anos.

“A cooperação do BRICS não só ajudou os próprios países, mas também aumentou o direito de falar nos assuntos mundiais para todos os países em desenvolvimento”, disse Ruan Zongze, vice-presidente executivo do Instituto Chinês para Estudos Internacionais.

Como ocupante da presidência do BRICS este ano, a China está organizando uma série de reuniões que normalmente precedem a cúpula dos líderes.

Em 17 de agosto, mais de 20 representantes dos departamentos de controle de drogas dos países do BRICS participaram de uma reunião no leste da China, discutiram temas incluindo o controle de químicos facilmente processados em drogas, treinamento do pessoal de controle de drogas e intercambios técnicos entre as nações. Eles decidiram criar um mecanismo de comunicação sobre o controle de drogas e cooperação em compartilhamento de informações e imposição da lei.

No início de agosto, os ministros do Comércio se reuniram em Shanghai e concordaram em se unir contra o protecionismo e fazer o possível para garantir a sobrevivência do sistema de comércio multilateral.

Em julho, uma reunião de segurança do BRICS foi realizada em Beijing, com discussões focadas na governança internacional, antiterrorismo, internet, energia, segurança nacional e desenvolvimento.

Em junho, os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais concordaram em fortalecer a cooperação nas áreas fiscais e financeiras, incluindo o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS e a colaboração reguladora.

“Eu penso que a cúpula deste ano em Xiamen produzirá maior cooperação prática e concreta e melhorará a confiança e a convicção entre o BRICS”, disse Shen Yi, diretor do centro para estudos de BRICS na Universidade de Fudan.

A China não quer limitar a cooperação futura entre as cinco nações. Em março, o ministro das Relações Exteriores Wang Yi disse que a China exploraria as modalidades da expansão para o “BRICS Maior” e criaria uma parceria mais ampla por diálogo com os países em desenvolvimento e organizações internacionais.

O “BRICS Maior” fornecerá oportunidades para outras economias e injetará ímpeto na globalização econômica, comentou o economista-chefe do Banco de Desenvolvimento Eurasiático Yaroslav Lissovolik.

“As propostas do ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, relativas à expansão da zona de parceria do BRICS não são apenas oportunas em um momento em que a China ocupa a presidência do BRICS, mas também são voltadas a dar novo ímpeto para os processos da integração sob as condições complicadas de propagação do protecionismo na economia mundial”, afirmou Lissovolik.

Com o progresso dos últimos dez anos e uma atitude mais inclusiva, o BRICS está preparado não só para a cúpula de Xiamen, mas também para um outra década de ouro.

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