BRF vê peste suína na China como oportunidade para elevar rentabilidade

Por Leandro Tavares

São Paulo – A BRF diz que tem notado nos últimos anos uma evolução do ebitda em função de uma curva de recuperação da rentabilidade, angariada pelas diversas frentes de atuação que vão contribuir para expansão das margens.

Pedro Parente, presidente do conselho de administração da BRF. (Foto: Leandro Tavares/Agência CMA)

Além das iniciativas de eficiência adotadas nos últimos tempos, a companhia acredita que a maior oportunidade hoje vem de outros mercados, particularmente da China. Os impactos da peste suína africana na região têm promovido uma redução acelerada do rebanho suíno chinês.

“Além disso, o frango, substituto natural para o porco em função da
elasticidade de preço, será igualmente beneficiado. Esses efeitos deverão ter impactos prolongados, já que o pronunciado descarte de matrizes afetará dramaticamente a capacidade de reposição daquele país”, diz o comunicado. A empresa explica ainda que a crise refletirá na queda de demanda de soja, milho e seus derivados.

Em comunicado ao mercado, a empresa ressaltou que diante desse cenário seja natural que ela queira a aproveitar a recuperação da alavancagem, para antecipar o processo de redução do endividamento.

A BRF reafirmou o guidance da alavancagem financeira de 3,65 vezes em 2019, enquanto em 2020 a espera alcançar um índice abaixo de 3 vezes. Segundo a companhia, o índice de 2,5 vezes para o próximo ano, mencionado na matéria do jornal “Valor Econômico” foi “apenas para ilustrar a intenção de acelerar o processo de redução do endividamento”.

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