Bradesco projeta mudança em mix de carteira após dados do 1T18

26/04/2018 17:54:33

Por: Camila de Lira / Agência CMA

São Paulo – Após queda de 3,2% no crédito no primeiro trimestre deste ano, o Bradesco reforçou que deve aumentar a sua carteira entre 3% e 7% em 2018 a partir de uma diversificação nos clientes de financiamento, informou o diretor de relações com o mercado do banco, Carlos Firetti.

Firetti ressaltou que a questão principal que fica é a mudança de mix de crédito, que deve acontecer gradualmente ao longo do ano. No final de março, ocrédito corporativo respondia por 63,5% do total da carteira; sendo que em março do ano passado, a fatia do crédito corporativo era de 65,8%. No primeiro trimestre de 2018, o crédito para pessoas jurídicas caiu 6,7%.

“Apesar do crédito corporativo não ter crescido, o que é natural nesse cenário,  tivemos crescimento de crédito nas principais linhas de pessoa física”, afirmou o diretor-presidente do banco, Octávio de Lazari, o executivo reafirmou que o banco tem “muito apetite” por crédito, mas sublinhou que o foco da instituição é crescer em financiamento imobiliário e de veículos.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2017, a carteira de crédito consignado do Bradesco subiu 13,4%, enquanto a carteira de leasing de veículos subiu 10,5% e a de financiamento imobiliário teve alta de 5,5%, somando alta total de 3,5% na carteira de crédito pessoa física. De acordo com o presidente, a alta em crédito para pessoa física é a tendência para os próximos trimestres.

“Já estamos crescendo nos segmentos prime e varejo, acreditamos que esse movimento deve acelerar”, disse Firetti. No primeiro trimestre de 2018, o segmento prime cresceu 5,4% e o segmento de varejo teve alta de 6,7%, contrastando com a queda de 8,2% no crédito corporate – para grandes companhias -e de 8,5% nos segmento de empresas.

Os executivos não vêem uma retomada do crédito para o setor de grandes empresas até, pelo menos, o segundo semestre deste ano.

Firetti vê aumento na competição entre os outros bancos pelo crédito a pessoa física se juntar à queda da Selic como pontos de pressão nas margens financeiras do banco durante o ano. No primeiro trimestre deste ano, a margem financeira do banco caiu 2,2% em comparação anual. Firetti espera que a margem financeira líquida do banco feche 2018 em queda de 2%.

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