Bolsonaro tenta apaziguar tensão entre militares e Olavo

Por Gustavo Nicoletta

O presidente da República, Jair Bolsonaro. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro disse em sua conta no Twitter esperar que os “desentendimentos” entre os militares e Olavo de Carvalho – mentor intelectual de parte dos integrantes do governo federal seja “uma página virada por ambas as partes”.

“Cheguei na Câmara em 1991 e encontrei-a tomada pela esquerda num clima hostil às Forças Armadas e contrário as nossas tradições”, disse Bolsonaro. “Aos poucos, outros nomes foram se somando na causa que defendia, entre eles Olavo de Carvalho.”

“Olavo, sozinho, rapidamente tornou-se um ícone, verdadeiro fã para muitos. Seu trabalho contra a ideologia insana que matou milhões no mundo e retirou a liberdade de outras centenas de milhões é reconhecida por mim. Sua obra em muito contribuiu para que eu chegasse no governo, sem a qual o PT teria retornado ao Poder”, avaliou.

“Sempre o terei nesse conceito, continuo admirando o Olavo. Quanto aos desentendimentos ora públicos contra militares, aos quais devo minha formação e admiração, espero que seja uma página virada por ambas as partes”, finalizou o presidente.

Carvalho tem criticado com frequência membros militares do governo federal – em particular o vice-presidente Hamilton Mourão, porém mais recentemente o ministro da secretaria de governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz – por acreditar que a ala do Planalto ligada às Forças Armadas por vezes age contra os interesses oficiais.

“O problema inteiro é muito simples: a pauta do Bolsonaro, e de todo o povo que o elegeu, é nacionalista, conservadora, cristã e anticomunista. A dos generais é contra TUDO isso. Será que alguém não entendeu ainda?”, disse Carvalho ontem, em sua conta no Twitter.

Hoje, após Bolsonaro publicar a mensagem no Twitter, Carvalho disse, também na rede social, que “antes de tudo, o Santos Cruz me deve desculpas por ter-me insultado em resposta a um elogio que lhe fiz”. O comentário refere-se ao fato de ele ter dito em fevereiro que Santos Cruz era “confiável” e de, em março, Santos Cruz ter dito que Carvalho era um “desequilibrado”.

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