Bolsonaro teme eleição de Kirchner na Argentina

Por Gustavo Nicoletta

O presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

São Paulo – A eleição de Cristina Kirchner para presidente da Argentina levaria o país a condições semelhantes às da Venezuela, afirmou o presidente Jair Bolsonaro ontem, durante uma transmissão em vídeo em suas redes sociais.

“Ninguém aqui vai se envolver em questões fora do país. Eu, como cidadão, tenho uma preocupação e que volte o governo anterior ao do Macri”, disse ele, referindo-se a Cristina Kirchner, que presidiu a Argentina antes do atual presidente, Mauricio Macri.

“A presidente anterior era ligada com Dilma, com Lula, com a Venezuela de [Nicolás] Maduro e de [Hugo] Chávez”, afirmou Bolsonaro. “Se isso voltar, com toda a certeza a Argentina vai entrar numa situação semelhante à da Venezuela”, afirmou o presidente brasileiro.

“Eu espero que nossos irmãos argentinos se conscientizem disso. Se o Macri não está indo bem, vai lutar para melhorar. Ou alguém da linha dele, O que não pode é voltar Cristina Kirchner. O reflexo será para o povo argentino e para todos nós. Poderemos sim, com uma possível volta da Cristina Kirchner, a nossa querida Argentina se transformar na Venezuela”, avaliou.

As eleições presidenciais da Argentina estão marcadas para 27 de outubro, e o presidente Macri deve enfrentar dificuldades para ser reeleito, principalmente porque as medidas de austeridade adotadas por ele – entre elas aumentos nos preços de tarifas de serviços públicos e cobrança de impostos sobre exportações – foram incapazes de reavivar a economia local.

No quarto trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina encolheu 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e encolheu 1,2% na comparação com o terceiro trimestre de 2018. Além disso, a inflação no país foi de 4,7% no mês de março. Para fins de comparação, no Brasil a meta do Banco Central é que a inflação em um ano seja de 4,25%.

A situação do país – que também precisou recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para garantir financiamento externo – levou o presidente Macri a anunciar, no mês passado, congelamento de preços por pelo menos seis meses, na tentativa de estabilizar a situação econômica.

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