Bolsonaro nega que aproximação com Israel prejudique exportação

Jair Bolsonaro
O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante declaração conjunta em Jerusalém. (Foto: Alan Santos/PR)

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro voltou a negar que a política externa do governo brasileiro – em particular a aproximação com Israel – tenha exercido efeito negativo sobre o comércio do Brasil com países árabes.

“O alinhamento do governo Bolsonaro com Israel teve algum impacto sobre as exportações com os árabes? O faturamento dos exportadores para o período foi o maior da história: R$ 2,3 bilhões”, disse o presidente em sua conta no Twitter.

“A necessidade de países – mesmo que não ligados ideologicamente – de importar produtos baratos para controlar seus níveis de inflação, desfaz a narrativa de caos criada propositalmente por grande parte da mídia para tentar desestabilizar o governo que não lhe ‘agrada'”, acrescentou o presidente.

Bolsonaro não mencionou a qual produto estava se referindo em sua manifestação na rede social, embora tenha publicado, junto com as declarações, um vídeo falando sobre exportações de carne aos países do Oriente Médio.

Segundo dados oficiais, as exportações brasileiras para a região somaram US$ 2,870 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma receita 18,9% maior que a observada no mesmo período do ano passado. Em toneladas, o aumento foi de 17,3%, para 9,898 milhões.

Considerando apenas a venda de carne, as exportações para o Oriente Médio somaram US$ 821,7 milhões no primeiro trimestre, aumento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em volume, porém, houve queda de 1,1% na mesma comparação, para 413,7 mil toneladas.

No caso da Arábia Saudita, que é um país árabe e em 2018 foi o terceiro maior importador de carne brasileira, atrás de China e Hong Kong, as exportações caíram 12,1% em termos de faturamento e 22,6% em termos de volume no primeiro trimestre, para US$ 238,2 milhões e 123,8 mil toneladas.

Os Emirados Árabes, que em 2018 foram o quinto maior importador de carnes brasileiras no ranking geral e o segundo maior comprador deste produto se considerados apenas os países árabes, foram na contramão da Arábia Saudita e elevaram as importações. A alta foi de 36,2% em termos de receita, para US$ 228,5 milhões, e de 22,5% em termos de volume, para 114,7 mil toneladas.

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