Bolsa vira e passa a subir com falas de representantes políticos; dólar também inverte sinal e cai

Por Danielle Fonseca e Flavya Pereira

São Paulo – Após cair mais de 1% mais cedo refletindo preocupações com atrasos na reforma da Previdência, o Ibovespa reduziu perdas e passou a subir em meio a falas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, todas sinalizando que a reforma pode ser votada no plenário da Câmara ainda em julho, mantendo uma economia significativa.

Às 15h20 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,08%, aos 100.771,37 pontos, enquanto o índice futuro, com vencimento em agosto, avançava 0,24%, aos 101.625 pontos. O volume negociado era de R$ 10,4 bilhões.

No mercado de câmbio, o dólar comercial passou a cair frente ao real, renovando mínimas a R$ 3,83, após declarações do presidente do Senado, de que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal estão unidos a favor da reforma da Previdência. Após reunião com o ministro da Economia, ele reiterou que ainda busca votos dos governadores, enquanto Guedes diz que “trabalham para ter estados na reforma”.

“A declaração do Alcolumbre de unidade do Congresso, em que marcharão juntos a favor das reformas e reforçando que a da Previdência é a primeira de muitas, deu uma oxigenada no mercado trazendo bom humor. É a leitura de uma nova melhora no ambiente político”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

Às 15h20, o dólar à vista operava em queda de 0,36%, cotado a R$ 3,8340 para venda, depois de chegar à mínima da sessão de R$ 3,8300 (-0,47%). O contrato para julho caía 0,26%, a R$ 3,8335.

Em entrevista coletiva, junto ao presidente do Senado, Paulo Guedes declarou que governo e Congresso estão trabalhando em conjunto para reintroduzir os sistemas previdenciários de estados e municípios na reforma. Ele acrescentou que ficou “ressentido” com a retirada das esferas estaduais e municipais da reforma, mas trabalham para incluí-los no texto final.

Depois de confirmar a leitura do parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) na comissão especial da Câmara dos Deputados na terça-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em um evento do Credit Suisse Brazil que o texto será votado em plenário até o recesso parlamentar – a partir de 18 de julho.

Para que a pauta seja aprovada, Maia propõe que os partidos que apoiam o governo não apresentem destaques. “Tem gente que fala que não tem voto suficiente, que não vai votar, mas eu digo que vai votar. Quem manda na pauta sou eu”, ressaltou.

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