BCE está pronto para agir se inflação precisar de apoio, diz ata

Por Cristiana Euclydes

Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt (Divulgação/BCE)

São Paulo – A taxa de inflação da zona do euro permanece fraca, e o Banco Central Europeu (BCE) está pronto para usar todas as ferramentas monetárias disponíveis para que a taxa retorne para meta de próximo, mas abaixo de 2%, de acordo com a ata da reunião de abril do Conselho da instituição.

“Houve um amplo acordo entre os membros de que o Conselho do BCE deveria reiterar que todos os instrumentos de política monetária permaneciam disponíveis e que estava pronto para ajustar todos os seus instrumentos, conforme apropriado, para assegurar que a inflação continuasse a avançar para a sua meta de inflação de forma sustentada”, diz a ata.

Segundo o documento, a taxa de inflação caiu em março, refletindo o declínio da taxa excluindo alimentos e energia. Os membros destacaram que as expectativas de inflação também caíram, enquanto as pressões internas de custos ainda precisam se traduzir em taxa de inflação mais alta.

“Foi expressa alguma preocupação de que as expectativas de inflação baseadas no mercado tivessem diminuído em paralelo com a inflação real e em todos os prazos. Ao mesmo tempo, considerou-se que a deterioração refletia principalmente uma resposta às perspectivas econômicas mais fracas, em vez de um enfraquecimento das expectativas de inflação”.

Neste contexto, “é essencial preservar a postura acomodatícia da política monetária do BCE durante o tempo necessário para que o crescimento se recupere em um ritmo mais rápido e desse modo promova a convergência da inflação para a meta”.

Por fim, os membros pediram uma análise sobre o impacto das taxas de juros baixas nos bancos. “Reiterou-se que uma análise mais aprofundada se justificava sobre os efeitos das taxas de juros persistentemente baixas e negativas sobre as margens e lucratividade das taxas de juros dos bancos, bem como sobre as possíveis implicações para a intermediação bancária e a estabilidade financeira ao longo do tempo”.

Na reunião de abril, o Conselho manteve a taxa básica de juros em zero, a taxa de depósitos em -0,4% ao ano e a taxa da linha mantida com bancos comerciais para concessão de liquidez de curto prazo em 0,25% ao ano. O banco reiterou que as taxas de juros só devem ser elevadas no final de 2019.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com