BC do Reino Unido mantém taxa de juro em 0,75% ao ano

Por Cristiana Euclydes

Mark Carney BoE
O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney . (Foto: Divulgação/BoE)

São Paulo – O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve a taxa básica de juro do Reino Unido em 0,75% ao ano, em decisão unânime. O BoE reiterou que espera apertar sua política monetária nos próximos anos de forma gradual e limitada, com apenas uma alta prevista na taxa de juros, para 1,0%, em 2021.

O Comitê de Política Monetária (MPC, na sigla em inglês) também decidiu, também de forma unânime, manter o estoque de títulos corporativos comprados pelo banco central em 10 bilhões de libras e manter inalterado o estoque de títulos públicos adquiridos, que está em 435 bilhões de libras.

Segundo o comunicado, o MPC “assume um ajuste suave na média de uma gama de resultados possíveis para a eventual relação comercial do Reino Unido com a União Europeia”. O comitê também espera “um caminho para a taxa de juros que sobe para cerca de 1% no final do período de previsão, menor do que no relatório de fevereiro”.

Assim, “um aperto contínuo da política monetária durante o período de previsão, em um ritmo gradual e de forma limitada, seria apropriado para retornar a inflação de forma sustentável à meta de 2%”, segundo o MPC, acrescentando que as perspectivas econômicas do Reino Unido vão continuar a depender significativamente da natureza e do momento da saída do Brexit.

Desta forma, a política monetária do Reino Unido vai depender do balanço dos efeitos do Brexit sobre a demanda, oferta e taxa de câmbio. “A resposta da política monetária ao Brexit, qualquer que seja a sua forma, não será automática e poderá ser em qualquer direção”, segundo o comunicado do BoE.

Com relação à economia, a expectativa é de que o PIB tenha crescido 0,5% no primeiro trimestre de 2019, com o aumento dos estoques de empresas antes do Brexit. Como esse fator é temporário, a economia deve desacelerar para 0,2% no segundo trimestre. Ainda assim, o ritmo do crescimento está mais forte do que o previsto anteriormente, mas abaixo do potencial.

“Esse ritmo moderado reflete o impacto da desaceleração do crescimento global e das incertezas contínuas do Brexit”, que impactou em especial o investimento empresarial, segundo o MPC. O mercado de trabalho, por sua vez, permanece aquecido.

Já a taxa inflação foi de 1,9% em março e o BoE espera que fique acima da meta de 2% na primeira metade do período de previsão, refletindo preços baixos de energia. “Na medida em que o excesso de demanda emerge, espera-se que as pressões inflacionárias domésticas se mantenham, de modo que a inflação fique acima da meta de 2% em dois anos e ainda aumente no final do período de previsão de três anos”.

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