BC do Japão mantém política monetária inalterada

Por Cristiana Euclydes

O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda. (Foto: World Economic Forum/Sebastian Derungs)

São Paulo – O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve sua política monetária inalterada e disse que os juros do país vão permanecer baixos por um longo período, ao menos até a primavera local de 2020, entre os meses de março e junho, definindo pela primeira vez um prazo específico.

A taxa de depósitos aplicada sobre parte das reservas dos bancos comerciais, que serve como referência para os juros de curto prazo, ficou em -0,1%, e a meta para os juros dos títulos de dívida pública de dez anos, usada de referência para o longo prazo, permaneceu em zero. O banco também continuará comprando títulos públicos de forma flexível num ritmo de cerca de 80 trilhões de ienes por ano.

Segundo o comunicado, “o banco pretende manter os atuais níveis extremamente baixos das taxas de juros de curto e longo prazo por um período prolongado, pelo menos até a primavera de 2020, levando em conta as incertezas relativas à atividade econômica e aos preços, incluindo os acontecimentos nas economias estrangeiras e os efeitos do aumento previsto do imposto sobre o consumo”.

O banco também continuará comprando, anualmente, 6 trilhões de ienes em ETFs (fundo de índice, ou exchange-traded fund, em inglês) e 90 bilhões de ienes em títulos imobiliários, valores que também podem oscilar dependendo das condições do mercado. O volume de dívida corporativa no balanço do BoJ ficará inalterado.

Além disso, o BoJ indicou que a economia do Japão deve continuar em uma tendência de expansão moderada, apesar de ter sido afetada pela desaceleração das economias estrangeiras no momento. Com relação aos preços, a taxa de inflação segue fraca, mas deve acelerar gradualmente para a meta de 2% “principalmente devido ao fato de o hiato do produto permanecer positivo”.

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