Barkin, do Fed, defende posição de paciência e manutenção da taxa de juros

Por Carolina Pulice

Thomas Barkin, presidente do Fed de Richmond. Foto: Fed

São Paulo – O presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Thomas Barkin, afirmou que apoia a manutenção das taxas de juros, dizendo haver “sentido” o posicionamento do banco central no momento econômico do país.

“Não há um forte argumento para aumentar a taxa quando a inflação está sob controle, e não há uma justificativa para diminuir quando o crescimento continua saudável”, disse.

Ele ainda afirmou concordar com o posicionamento de paciência do banco central, uma vez que acredita que a economia teve um “choque de sentimento”.

no curto prazo no fim do ano passado e no começo deste ano. “Houve uma queda significativa nos negócios, com confiança do consumidor e investidor sendo minado pela incerteza internacional, volatilidade financeira e pela paralisação parcial do governo”, citou como justificativa.

Barkin, que não é membro votante do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), disse também que os níveis de sentimento devem ser levados em conta. “Eu não descarto a ideia de que poderíamos nos envolver em uma recessão”, afirmou, citando que o sentimento é importante e volátil, mas que implicam nas decisões de gastos dos consumidores e negócios.

“Eu vejo a continuidade com uma inclinação negativa ou assimetria. As empresas estão frustradas com a polarização política e a incerteza sobre regulamentação. Isso limita a coragem de preços e limita a vantagem em suas decisões de gastos e investimentos”, completou.