Banco da Inglaterra deve ter cautela em considerar afrouxamento, diz Haldane

Economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Haldane. Foto: Divulgação/ BoE

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – O Banco da Inglaterra (BoE) deve ter cautela ao considerar um afrouxamento de sua política monetária, contendo um abrandamento ainda mais forte na economia do país, disse o economista-chefe da instituição, Andrew Haldane, em texto preparado para discurso.

Segundo ele, em meio a incertezas do Brexit, ao abrandamento da economia global e com outros bancos centrais sinalizando que vão afrouxar sua política monetária, não é difícil ver por que está sendo precificado um afrouxamento na política monetária do Reino Unido no curto prazo.

“Minha opinião pessoal, porém, é que eu seria muito cauteloso ao considerar um afrouxamento da política monetária, impedindo alguma desaceleração econômica acentuada”, disse ele. A reunião do Comitê de Política Monetária do BoE será na próxima semana, no dia 1 de agosto.

“Apesar de alguma volatilidade relacionada ao Brexit trimestre a trimestre, o crescimento subjacente do Reino Unido permanece bastante estável, se não espetacular, a uma fração abaixo de sua altitude de cruzeiro”, afirmou.

O crescimento do Reino Unido em 2019, com menos de 1,5%, deverá ficar abaixo do potencial. Segundo Haldane, há pouca folga, senão nenhuma, na economia do Reino Unido, e a taxa de inflação já está na meta de 2% ao ano e a postura monetária permanece acomodatícia.

Por fim, “o caminho real das taxas de juros no caso de qualquer resultado do Brexit nunca seria automático; dependerá da resposta da demanda, oferta e taxa de câmbio para esses resultados”, disse ele. “O caminho do mercado das taxas de juros não é um reflexo preciso do caminho mais provável das taxas de juros”, concluiu.

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