Azevedo e assessor de Trump discutirão parceria do Brasil com Otan

São Paulo – O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e John Bolton, assessor da Casa Branca para assuntos de segurança nacional dos Estados Unidos, vão discutir hoje uma eventual parceria do Brasil com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Ontem, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse que o Brasil será um aliado “prioritário” da Otan, embora não faça parte do grupo, principalmente em função do reconhecimento dos Estados Unidos.

“Um dos fatores que reforçou esta posição foi a atuação exitosa do Brasil em missões de paz no Haiti. Especialmente no Haiti, mas não apenas no Haiti. Isso poderá facilitar a troca de conhecimento tecnológicos na área militar e a compra de equipamentos pelas Forças Armadas brasileiras”, disse ele, em pronunciamento.

A Otan é uma aliança militar criada em 1949 – logo no início da Guerra Fria – composta por Canadá, Estados Unidos e por países europeus. Ela foi fundada sob a premissa de evitar que a então União Soviética avançasse sobre a Europa Ocidental.

Sob os termos do tratado que rege a Otan, qualquer ataque militar a um dos membros do grupo deve ser entendido como um ataque à aliança. Este princípio foi invocado apenas uma vez, em resposta aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos, quando aviões foram lançados contra as chamadas Torres Gêmeas, em Nova York, pelo grupo muçulmano extremista Al-Qaeda.

Gustavo Nicoletta / Agência CMA ([email protected])

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