Avaliação do governo Bolsonaro piora, diz Ibope

No dia do seu aniversário de 64 anos, o presidente Jair Bolsonaro, cumprimenta populares na saída do Palácio da Alvorada. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

São Paulo – A avaliação sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro piorou pelo segundo mês consecutivo em março, com 34% das pessoas considerando a administração boa ou ótima, de acordo com pesquisa Ibope. A taxa é a pior para este período do primeiro mandato na série que se inicia em 1995, com o governo Fernando Henrique, e representa um declínio de 15 pontos porcentuais (pp) em relação a janeiro, quando estava em 49%.

A pesquisa foi feita entre os dias 16 e 19 de março e foram ouvidas 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pp para mais ou para menos.

Segundo a pesquisa do Ibope, os que consideram o governo Bolsonaro regular passaram de 26% em janeiro para 30% em fevereiro e 34% em março. Também cresceu a parcela de entrevistados que consideram o governo ruim ou péssimo: de 11%, em janeiro, a taxa aumentou para 19% em fevereiro e para 34% em março.

Apesar da avaliação mais negativa sobre o governo, 51% dos entrevistados aprovam a forma como Bolsonaro vem governando o Brasil – embora essa taxa também tenha caído desde janeiro, quando estava em 67%.

No que diz respeito à confiança em Bolsonaro, quase metade (49%) da população declara confiar no presidente, ante 44% que não confiam e 6% que não sabem ou preferem não responder. Em janeiro, a maioria (62%) afirmava confiar no presidente ante 30% que não confiavam. Em fevereiro, os percentuais eram 55% e 38%, respectivamente.

SEGMENTAÇÃO

O Ibope afirmou que a população com renda mais alta, de R$ 5 mil reais ou mais por mês, é a que faz a melhor avaliação sobre Bolsonaro – 49% deste grupo aprovava o governo em março, de 57% em janeiro. O grupo onde a avaliação de Bolsonaro piorou menos foi o dos jovens: em janeiro, 44% deles avaliavam de forma positiva o governo, e em março a taxa caiu para 37% declínio de 7 pp.

“A avaliação positiva também é mais alta entre os que se autodeclaram como brancos (42%) – mesmo percentual que tem entre os que vivem nas regiões Norte/Centro-Oeste – único segmento em que Bolsonaro se recupera em relação a fevereiro. Além disso, obtém 41% entre aqueles que moram no Sul e também entre os evangélicos e 40% entre os mais instruídos”, disse o Ibope.

A retração mais significativa na taxa de aprovação do presidente Jair Bolsonaro foi observada entre os moradores do Nordeste. Na região, a avaliação ótima ou boa caiu 19 pp desde janeiro, de 42% para 23%. Em seguida, destacam-se aqueles que possuem renda familiar de dois a cinco salários mínimos. Neste grupo, a avaliação positiva caiu 18 pp, passando de 53% em janeiro para 46% em fevereiro e para 35% em março.

“Também chama atenção o aumento de 21 pp da medida negativa, neste período, entre os que residem nas cidades das periferias brasileiras (8% avaliavam como ruim ou péssima em janeiro, passando para 19% em fevereiro e a 29% em março)”, disse o Ibope.

Gustavo Nicoletta / Agência CMA ([email protected])

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