Atrito pessoal entre Maia e líder do governo vem à tona

Por Gustavo Nicoletta

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, coordena reunião de líderes partidários. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do governo na Casa, Vitor Hugo (PSL-GO), deixaram vir à tona ontem, durante reunião de líderes, o atrito em suas relações pessoais. Ambos, porém, disseram que isso não deve influenciar a forma como se relacionam de forma institucional.

Segundo Vitor Hugo, ao fim da reunião de líderes ocorrida ontem à tarde, Maia disse que não quer ter relações pessoais com ele e que se sentiu atacado por críticas do deputado às reuniões ocorridas na residência oficial do presidente da Câmara. Maia também teria acusado Vitor Hugo de atacar o Parlamento por meio de uma charge enviada a um grupo do PSL no Whatsapp.

Ontem à noite, o presidente da Câmara dos Deputados reiterou que pretende votar a reforma da Previdência a partir de junho, dando a entender que o atrito com Vitor Hugo não mudou o cronograma de tramitação das propostas apresentadas pelo governo.

“Não estamos preocupados com o líder do governo, nem com o governo.

Estamos preocupados com o povo brasileiro. Vimos agora que o desemprego e as desigualdades estão aumentando, e a perspectiva de crescimento do Brasil caiu.

É isso que preocupa a Câmara dos Deputados”, declarou ele, segundo a Agência Câmara.

“Temos responsabilidade de votar a reforma, que garanta equilíbrio do sistema e a possibilidade de as empresas voltarem a gerar empregos”, disse Maia. “Quem escolhe o líder do governo é o presidente da República. Nunca tive relação com ele e não preciso ter”, completou.

Hoje, em sua conta no Twitter, Vitor Hugo disse que havia tentado de todas as formas, mas “sem sucesso”, se aproximar de Maia desde o início do mandato e que durante a reunião de líderes ontem reforçou as críticas às reuniões de políticos na residência oficial do presidente da Câmara. “Não é a casa dele, mas um imóvel da União”, acrescentou.

O deputado também disse ter manifestado na reunião que quer ter relação funcional com Maia, e não pessoal, e negou a acusação de que teria atacado o Congresso. “Espero, de verdade, que possamos caminhar com as propostas que o País precisa independentemente de personalismos. Há muito a ser feito”, disse Vitor Hugo.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com