Arábia Saudita impulsiona produção da Opep em junho

11/07/2018 14:29:10

Por: Cristiana Euclydes / Agência CMA

Petróleo

Barris de petróleo. (Ian Burt/Flickr)

São Paulo – A produção de petróleo dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumentou em 173,4 mil barris por dia (bpd) em junho ante maio, para 32,33 milhões de bpd, diante da forte alta na oferta na Arábia Saudita.

A produção saudita cresceu em 405,4 mil bpd, para 10,420 milhões de bpd, bem acima do fornecimento mantido nos últimos meses. As estimativas são baseadas em fontes secundárias, que incluem analistas e empresas de monitoramento do mercado, já que nem todos os membros da Opep fornecem dados públicos sobre sua produção.

O governo da Arábia Saudita, porém, reportou que sua produção cresceu ainda mais, em 459,0 mil bpd, totalizando 10,489 milhões de bpd em junho. O número se aproxima dos dados de 2016, quando o acordo para reduzir a produção global em 1,8 milhão de bpd foi fechado pela Opep e aliados, e quando a média de produção saudita era de 10,406 milhões de bpd pelas fontes secundárias e de 10,460 milhões de bpd segundo o governo.

A alta na oferta do reino veio depois que a Opep e seus parceiros, liderados pela Rússia, fecharam um novo acordo no final de junho para adicionar um total líquido de 600 mil barris por dia (bpd) no mercado a partir de julho, uma vez que os preços já se recuperaram consideravelmente desde que o grupo começou a limitar a produção.

Segundo o relatório da Opep, a produção do Iraque também subiu, em 71,5 mil bpd, para 4,533 milhões de bpd em junho, pelas fontes secundárias. Na contramão, a Líbia teve a maior queda na oferta, com 254,3 mil bpd a menos, totalizando 708 mil bpd. A produção de Angola caiu em 88,3 mil bpd, para 1,431
milhão de bpd, e a da Venezuela teve queda de 47,5 mil bpd, para 1,340 milhão de bpd.

A oferta global de petróleo, incluindo a Opep e todos os demais países, subiu em 60 mil bpd em junho ante maio, para uma média de 98,01 milhões de bpd. A participação da Opep na oferta mundial ficou inalterada em 33,0% em junho, mesmo percentual de maio.

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