Aprovação e confiança em Bolsonaro caem em junho, diz pesquisa CNI/IBOPE

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – O índice de aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro – que reúne as pessoas que consideram a atual administração ótima ou boa – caiu para 32% em junho, de 35% em abril, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope.

Presidente Jair Bolsonaro

O levantamento, feito entre os dias 20 e 26 de junho com 2 mil pessoas em 126 municípios, mostrou também que aqueles que consideram o governo ruim ou péssimo aumentaram de 27% para 32% dos entrevistados, enquanto os que avaliam a atual administração como regular passaram de 31% para 32%. Os que não sabem ou não responderam à pergunta foram 3% – ante 7% em abril.

Segundo a CNI, a queda na popularidade do presidente é maior entre as mulheres, entre as pessoas com até a 4a série da educação fundamental, os com menor renda e os residentes nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Na região Sul, Bolsonaro tem o maior índice de popularidade.

A pesquisa mostrou também que 46% dos entrevistados aprovam a forma de governar de Bolsonaro – menos que os 51% da edição anterior da pesquisa -, enquanto os que desaprovam aumentaram de 40% para 48%, tornando-se a maioria neste caso. Os que não souberam ou não quiseram responder somaram 5%.

Além disso, 51% dos entrevistados não confiam no presidente da República, em comparação aos 45% de abril. Os que confiam em Bolsonaro diminuíram de 51% para 46%, e os que não sabem ou não quiseram responder passaram de 4% para 3%.

A expectativa em relação ao restante do governo de Jair Bolsonaro também piorou. Se em abril 45% esperavam uma administração ótima ou boa, em junho esse índice caiu para 39%. Os que preveem um restante de mandato ruim ou péssimo subiram de 23% para 29%.

Segundo a CNI, o aumento da insatisfação com o governo também se reflete na avaliação por áreas de atuação, com o índice de desaprovação aumentando em cinco das nove áreas avaliadas dentro da margem de erro da pesquisa e, nas quatro demais, crescendo acima da margem de erro.

“Em Educação, o percentual de desaprovação sobe 10 pontos percentuais,
de 44% para 54%, fazendo com que a área passe da segunda para a quinta posição entre as áreas melhor avaliadas. Combate ao desemprego, Saúde e Impostos foram as outras áreas com aumento significativo da desaprovação”, disse a Confederação.

Na segurança pública, área em que o governo é melhor avaliado, o percentual de aprovação caiu de 57% para 54%.

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