Após cair no 1º trimestre, país deve crescer até 1,3% neste ano, diz Moody’s

Por: Olívia Bulla

São Paulo – Após a queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre deste ano, o crescimento da economia do país em 2019 não deve ser mais que 1,3%, ficando por volta de 2% em 2020, avalia a Moody’s. “Esperamos uma trajetória de crescimento mais fraca no futuro, com uma média abaixo de 2% em 2019 e 2020”, afirma a agência de classificação de risco, em comentário divulgado hoje.

Segundo a analista-sênior da Moody’s, Samar Maziad, a perspectiva de crescimento do Brasil, assim como a trajetória da nota de risco de crédito soberano (rating), depende cada vez mais da habilidade do Executivo em aprovar as reformas estruturais e estimular o investimento privado, criando novas fontes de crescimento.

Para ela, o investimento privado tem o potencial de acelerar se o governo Bolsonaro for bem-sucedido na tentativa de implementar uma ampla agenda de reformas. “Sinais positivos estão começando a surgir, como evidenciado pelo forte interesse dos investidores em projetos de infraestrutura com leilões bem-sucedidos nos setores de transporte e eletricidade”, observa.

No entanto, Samar destaca que, no curto prazo, uma recuperação modesta do nível salarial e uma queda no desemprego irãi sustentar o rendimento e o consumo das famílias, impulsionando um crescimento de cerca de 2% em 2020. “No entanto, os gastos dos consumidores continuarão restritos pelos elevados níveis de desemprego e pelo fraco crescimento dos salários reais”, pondera.

Da mesma forma, a contribuição dos gastos do governo para o crescimento econômico ficará estagnado, em meio aos esforços de consolidação fiscal, acrescenta a analista da Moody’s. Para ela, o investimento produtivo permanecerá baixo, uma vez que é improvável que os aportes privados cresçam o suficiente para preencher a lacuna na demanda interna criada pela redução do investimento do setor público.

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