Apesar de cautela com Congresso, bolsa renova recorde

01/02/2019 18:54:36

Por: Danielle Fonseca / Agência CMA

Mercado

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São Paulo – O Ibovespa fechou o primeiro pregão de fevereiro em ligeira alta de 0,48%, aos 97.861,27 pontos, com investidores adotando maior cautela à espera da eleição dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, em dia de posse dos parlamentares no Congresso Nacional.

O índice oscilou entre os campos positivo e negativo ao longo do dia, também dividido entre a queda de ações de bancos e alta dos papéis da Vale e da Petrobras, mas acelerou ganhos no fim do pregão, batendo novo recorde de fechamento com os ajustes. O volume total negociado foi de R$ 15,2 bilhões. Na semana, o Ibovespa registrou alta de 0,19%.

“Como a bolsa subiu muito em janeiro, 10,82%, investidores deram uma segurada. O mercado espera as eleições no Congresso e a questão política pode pesar. Além disso, os bancos que tinham avançado muito ontem perderam força, com o Bradesco e Itaú caindo.”, disse o sócio presidente da DNAInvest, Alfredo Sequeira.

As eleições das casas do Congresso serão determinantes para o andamento da tão esperada reforma da Previdência. Há expectativa que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) sejam os eleitos. Embora existam algumas desconfianças principalmente em relação ao compromisso com governo por parte de Calheiros, o mercado segue confiante na aprovação de reformas. Para o economista da Guide Investimentos, Victor Cândido, a possível vitória de Maia na Câmara e de Renan no Senado, “devem impulsionar a votação de pautas estruturantes”.

“Maia já um apoiador público de diversas ideias e propostas que Paulo Guedes e equipe vem falando. Já Renan disse que irá apoiar as propostas de cunho liberal, mesmo não tendo afinidade histórica com tal tipo de pauta”, avaliou o economista da Guide Investimentos, Victor Cândido, em relatório.

Já entre as ações, a maioria dos papéis de bancos mostram uma realização de lucros na maior parte do dia, depois de altas expressivas ontem puxadas pelos papéis de Bradesco, que divulgou um balanço mais forte do que o esperado pelo mercado. Porém, no fim do pregão alguma papéis voltaram a operar em alta. As ações do Bradesco (BBDC3 -1,19%; BBDC4 -1,23%) ainda fecharam com perdas, já as do Itaú Unibanco (ITUB4 0,12%) encerraram com leve
alta. As maiores quedas do Ibovespa, por sua vez, foram das ações da B2W (BTOW3 -4,02%) e da Estácio (ESTC3 -3,05%).

Por outro lado, as ações da Vale (VALE3 1,64%) subiram em linha com a forte valorização dos preços do minério de ferro, embora permaneçam incertezas após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), na última sexta-feira. Os papéis da Petrobras (PETR3 1,58%; PETR4 0,86%) também avançaram. Já as maiores altas do índice foram das ações da Marfrig (MRFG3 5,10%) e Weg (WEGE3 3,87%).

No cenário externo, as bolsas norte-americanas também operaram com variações modestas até o momento, com investidores avaliando os dados de emprego dos Estados Unidos e os balanços das companhias do país.

Na semana que vem, analistas acreditam que analistas continuarão de olho na cena política e noticiário sobre a Previdência. “Nos próximos dias, o mercado vai ter que absorver as eleições das casas e fevereiro pode ter mais
volatilidade, depois de a bolsa ter subido muito rápido em janeiro”, afirmou Sequeira.

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