Ambev espera que vendas de cerveja voltem a crescer no 2T18

09/05/2018 16:44:38

Por: Danielle Fonseca / Agência CMA

São Paulo – Após uma queda nas vendas de cerveja neste início de ano, que prejudicou os resultados financeiros da companhia, a Ambev afirmou que espera que o volume vendido da bebida volte a crescer no segundo trimestre deste ano.

Segundo o vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Ricardo Rittes, a empresa conta principalmente com a Copa do Mundo para impulsionar as vendas ao longo de 2018. “O ano de 2018 será um ano importante para o fortalecimento do portfólio internacional”, disse em teleconferência com jornalistas, lembrando que já estão trabalhando em campanhas específicas para o evento em algumas marcas.

De acordo com o executivo, a elevação de preços de alguns insumos e a valorização do dólar também não devem impedir uma recuperação nos próximos trimestres. Segundo Rittes, a principal exposição da companhia é ao custo do dólar em relação ao real, mas não haverá impactos negativos, pelo contrário, sendo que a companhia tem uma política sistemática de fazer proteção e hedge.

Já a segunda maior exposição, é em relação ao preço do alumínio, que subiu no mercado internacional devido a barreiras impostas pelos Estados Unidos a importações da commodity. Sobre isso, Rittes afirma que há uma série de medidas que podem ser tomadas, como renegociação com fornecedores e maior uso de garrafas de vidro, o que já vem sendo feito.

De acordo com o executivo, as latas de alumínio chegavam a representar 96% das vendas de cerveja em supermercados em 2014, mas já caíram para 63% em 2017. “As garrafas são mais baratas e retornáveis”, destacou.

ARGENTINA

Em relação ao mercado argentino, a Ambev também continua otimista e pretende manter seus planos, embora observe os problemas que o país enfrenta diante de uma forte desvalorização do peso e elevação da taxa de juros.

“Acreditamos no mercado de cerveja na Argentina, mas quem opera lá assim como no Brasil, sabe que o crescimento não é em linha reta. Essa volatilidade de curto prazo é menos importante quando temos investimentos de longuíssimo prazo nos países”, afirmou.

Edição: Eliane Leite (e.leite@cma.com.br)

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