AIE reduz previsão para demanda por petróleo em 2018

16/05/2018 11:56:51

Por: Pâmela Reis / Agência CMA

Bomba de combustível

Bomba de combustível. (Foto: Marcos Santos / USP Imagens)

São Paulo – A demanda global por petróleo deve crescer um pouco menos do que o esperado este ano, mas ainda assim os estoques da commodity estão em forte queda e ficaram abaixo da média dos últimos cinco anos, um marco importante para o reequilíbrio do mercado.

Segundo relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE), a demanda global por petróleo vai crescer em 1,4 milhão de barris por dia (bpd) este ano, pouco abaixo dos 1,5 milhão de bpd previstos no documento anterior. Com isso, a demanda deve somar 99,2 milhões de bpd em 2018.

“Embora o ambiente econômico deva continuar a apoiar a demanda por petróleo, o suporte vindo das condições de clima frio vai desaparecer e a recente alta no preço do petróleo vai pesar negativamente”, diz o relatório.

Já a oferta de petróleo dos países que não pertencem à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve crescer em 1,9 milhão de bpd, para 60 milhões de bpd, o que representa uma revisão para cima de 100 mil bpd. A AIE não faz previsão para os membros do cartel, que estão produzindo algo próximo de 32 milhões de bpd.

Apesar da revisão negativa na demanda e positiva na oferta, a AIE destaca que os estoques comerciais de petróleo e derivados, nos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), caíram em 26,8 milhões de barris em março ante fevereiro, para 2,819 trilhões de barris, atingindo assim o menor nível desde março de 2015.

“A queda foi claramente anti-sazonal, já que os estoques da OCDE normalmente aumentam um pouco neste período do ano”, diz o relatório. “Isso significa que, pela primeira vez desde 2014, os estoques da OCDE ficaram 1 milhão de barris abaixo da média de cinco anos, métrica amplamente citada para mensurar o sucesso do acordo [de corte de oferta] entre países de dentro e de fora da Opep”.

O acordo prevê limites à produção de cada signatário, a fim de retirar um total de 1,8 milhão de barris do mercado até o fim deste ano e reequilibrar a demanda e a oferta. De acordo com a AIE, desde que o pacto começou a ser implementado, em janeiro de 2017, os estoques da OCDE já encolheram em 233 milhões de barris.

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