Ações sobem no início da tarde; dólar e juros caem

24/01/2018 14:22:53

Por: Redação / Agência CMA

São Paulo – O Ibovespa sobe 2,09% no início da tarde, aos 82.364,70 pontos, refletindo a percepção dos investidores de que o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator no julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, votará pela condenação do político.

“O desembargador relator praticamente condenou o Lula, o que agrada as expectativas do mercado, que está acreditando que vai ser uma votação unânime pela condenação, dificultando ainda mais a candidatura do ex-presidente nas eleições de outubro”, afirmou Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos.

A perspectiva de que Lula será impedido de concorrer a presidente nas eleições deste ano anima os investidores porque o ex-presidente é contrário às reformas econômicas adotadas durante a administração de Michel Temer, vistas com bons olhos por economistas ortodoxos.

O analista de investimentos da Magliano Corretora, Pedro Galdi, afirma que o mercado está fazendo uma aposta um tanto “exagerada” na condenação unânime, visto que já era esperado o voto do relator como favorável à condenação.

“Ontem o mercado teve um pouco mais de cautela, mas hoje, diante do primeiro voto, já existe uma euforia em cima da condenação, precisa ver se o julgamento vai se arrastar até o fim do pregão, de qualquer forma, o mercado esta apostando na condenação unânime, apostando de forma exagerada”, afirmou.

Quase todos os componentes do Ibovespa operam em alta no início da tarde, com destaque para o Banco do Brasil (BBAS3 +4,43%) e ações de siderúrgicas (GOAU4 +4,38%; USIM5 +4,19%).

No mercado de câmbio, a euforia levava o dólar a cair 1,45% no pregão à vista, a R$ 3,1920, e a recuar 1,46% no mercado futuro, no contrato com vencimento em fevereiro, para R$ 3,1935.

Entre os juros, a taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 caía a 6,85%, de 6,90% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2020 projetava taxa de 8,02%, de 8,11%; e o DI para janeiro de 2021 estava em 8,87%, de 8,99%, na mesma comparação.

Edição: Gustavo Nicoletta (g.nicoletta@cma.com.br)

 

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