Ações e dólar caem no início da tarde; juros operam quase estáveis

12/01/2018 14:22:41

Por: Redação / Agência CMA

São Paulo – O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco S&P Global Rating teve pouco efeito sobre o mercado de ações do país, com o Ibovespa recuando 0,24% no início da tarde, para 79.177,46 pontos.

A S&P Global Ratings rebaixou ontem a nota de crédito do Brasil de ‘BB’ para ‘BB-‘ e alterou a perspectiva de negativa para estável, afirmando que o progresso na adoção de leis que corrijam o quadro fiscal e o aumento do endividamento está mais lento do que o esperado.

A agência de classificação de risco disse que, apesar de ter avançado em muitas reformas microeconômicas, o governo brasileiro fracassou até o momento em reunir apoio do Congresso a medidas que corrijam a trajetória fiscal e facilitem o cumprimento do teto de gastos.

Além disso, “em determinados momentos houve sinais ou ações mistas que complicam a correção fiscal ou a execução de políticas, entre elas medidas previstas no orçamento de 2018”. A agência aponta que esta situação reforça a perspectiva de que a capacidade de resposta e o compromisso dos políticos diminuiu em relação às expectativas anteriores.

A decisão era amplamente esperada pelos investidores, que enxergaram na avaliação da agência de risco uma pressão adicional sobre a base aliada do presidente Michel Temer em prol da reforma da Previdência.

“Não chega a ser uma surpresa. Era esperado para ter acontecido no final do ano, teve até um rali na ocasião, depois o mercado achou que a decisão da agência sairia depois da votação da Previdência, então já era esperado. Só a data que foi surpresa, por isso o susto não foi grande”, diz Pedro Galdi, da Magliano Corretora.

Ele acrescentou que o rating brasileiro ficou três degraus abaixo do grau de investimento, mas que “já estávamos sem grau de investimento e tinha gente investindo aqui. esse volume não irá diminuir.”

No mercado de câmbio, o dólar comercial recuava 0,24%, aos R$ 3,2120 no pregão à vista para a venda. O contrato futuro da moeda, com vencimento em fevereiro, caía 0,13%, aos R$ 3,2190.

Os juros operam em leve alta, também com reação tímida à decisão da S&P. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 subia a 6,91%, de 6,89% no ajuste de ontem, enquanto a taxa para janeiro de 2020 estava em 8,04%, estável em relação ao ajuste de ontem. O contrato para janeiro de 2021 caía a 8,86%, de 8,88% na mesma comparação.

Edição: Gustavo Nicoletta (g.nicoletta@cma.com.br)

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