Ações, dólar e juros caem no início da tarde

13/03/2018 14:12:37

Por: Redação / Agência CMA

São Paulo – Dados que apontaram uma inflação de 2,2% nos Estados Unidos nos 12 meses encerrados em fevereiro trouxeram novamente à tona os receios dos investidores com a possibilidade de aumentos adicionais nos juros norte-americanos e pesaram sobre os mercados de ações aqui e no exterior.

Os dados mostraram que o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 2,2% em fevereiro em base anual, acelerando o ritmo de alta na comparação com o mês anterior, quando avançou 2,1%. O núcleo do índice, que exclui os preços de alimentos e da energia, subiu 1,8% em fevereiro na comparação anual, mesma alta observada em janeiro.

Na sexta-feira passada, os investidores haviam ficado menos preocupados com a possibilidade de aceleração da inflação – e consequente alta mais acentuada dos juros – nos Estados Unidos após dados mostrarem que em fevereiro o salário por hora dos trabalhadores do setor privado aumentou 0,15%, para US$ 26,75.

Foi a alta mais fraca em termos de comparação mensal desde maio do ano passado, descontando neste intervalo uma queda de 0,15% ocorrida em outubro do ano passado

A análise neste caso, porém, envolve os salários de todos os trabalhadores do setor privado, inclusive os de gerentes e pessoas empregadas em cargos de supervisão, que costumam ter rendimentos maiores do que os funcionários envolvidos diretamente na produção e direcionar uma fatia menor do próprio salário ao consumo.

Levando em conta apenas os funcionários envolvidos na produção e que não ocupam cargos de supervisão, o salário por hora nos Estados Unidos aumentou 0,27% em fevereiro ante janeiro, para US$ 22,40. Foi o avanço mais acentuado deste item para o segundo mês do ano desde 2014. Também significa que, no acumulado em 12 meses, o salário por hora destes norte-americanos aumentou 2,33%, a alta mais forte desde agosto de 2016.

No início da tarde, o Ibovespa recuava 0,77%, aos 86.369 pontos, enquanto nos Estados Unidos o índice S&P 500 recuava 0,41%. “A Bolsa vem de algumas altas nos últimos dias, mesmo com o temor relativo à taxação do aço e do alumínio pelo (presidente dos Estados Unidos, Donald) Trump e, com a falta de outras notícias, o mercado fica sem referencial e uma informação como essa faz com que comece a oscilar”, disse o analista da Mirae Asset, Pedro Galdi.

No mercado de câmbio, o dólar comercial caía 0,12%, aos R$ 3,2540 para a venda no pregão à vista, enquanto o contrato da moeda com vencimento em abril de 2018 recuava 0,27%, aos R$ 3,2580.

Entre os juros, as taxas apresentam desempenho misto. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 subia a 6,47%, de 6,450% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2020 estava em 7,28%, nivelado ao ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 8,20%, abaixo dos 8,23% de ontem.

Edição: Gustavo Nicoletta (g.nicoletta@cma.com.br)

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