Ações da Cielo disparam e sobem mais de 11% apesar de balanço negativo

Por Danielle Fonseca

São Paulo – Apesar de mais um resultado trimestral negativo, as ações da Cielo dispararam e chegaram a subir mais de 11% nesta tarde após declarações do presidente da companhia, Paulo Caffarelli, e com corretoras avaliando melhor a estratégia da empresa.

Divulgação: Logo da Cielo

Às 16h01 (horário de Brasília), as ações (CIEL3) subiam 10,22%, a R$ 7,44, depois de atingir a máxima de R$ 7,58 há pouco, avançando mais de 11%. Com isso, as ações registram a maior alta do Ibovespa.

Para o BTG Pactual, por exemplo, a Cielo fez o que podia para manter sua fatia de mercado, mantendo a recomendação “neutra” para os papéis. “Enquanto se reestrutura e se adapta à nova realidade, acreditamos que a Cielo está fazendo o que pode agora: lutar pelo market share e tentar manter seus clientes”, disseram os analistas do banco, em relatório.

Após a divulgação dos resultados, o presidente da companhia confirmou que a estratégia foi focar na recuperação de participação de mercado para encarar a competição mais agressiva no setor. Segundo ele, o cenário atual do mercado, de competição mais intensa, coloca as margens de todas as empresas sob pressão. Porém, os ganhos de escala decorrentes da recuperação de mercado e a oferta de novos produtos e serviços permitirão a volta das margens.

“Ganhamos market share no primeiro trimestre e tudo indica que no segundo ganharemos também”, disse Caffarelli.

Os analistas do Bradesco BBI, por sua vez, acreditam que a companhia pode continuar pressionada pela concorrência, mas admite que a sua estratégia está começando a dar frutos, ajudando a reacelerar volumes e expandir a base de clientes. “Entretanto, ainda precisamos de um melhor entendimento se os preços estão ajustados para essa nova realidade e como a competição irá responder”, afirmaram em relatório, mantendo a recomendação “neutra”.

Já o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara, destaca que alguns investidores podem estar vendo que a empresa já passou pelo pior. “Acredito que os gringos estão zerando posições vendidas no papel porque acho que não tem mais tanto risco de ‘dowside'”, afirmou.

O lucro líquido atribuível aos controladores da Cielo no segundo trimestre deste ano somou R$ 431,2 milhões, queda de 33,3% frente a igual intervalo do ano passado, já a receita operacional líquida no período recuou 4,4%, totalizando R$ 2,799 bilhões, com quedas maiores do que o previsto pelo mercado.

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